Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Para governo, efeitos só serão claros em 2009

O tamanho real da crise bancária americana e a resposta da economia mundial só ficarão mais claros no primeiro semestre de 2009, na visão da equipe econômica. Segundo uma fonte do governo, os esqueletos dos bancos americanos ainda estão sendo desenterrados, em um processo que vai durar.

Agência Estado |

Além disso, em janeiro, os Estados Unidos terão um novo governo cuja atuação será determinante para a clareza do cenário econômico.

Apesar da preocupação com a crise, ainda prevalece na equipe a avaliação de que o Brasil tem condições de atravessar a fase sem perda expressiva no ritmo de crescimento. Segundo essa avaliação, a crise ainda não chegou à economia real no Brasil, já que os empresários continuam mantendo projetos de investimento. A ressalva fica para o caso de a crise ser muito mais grave do que se apresenta, arrastando o mundo para uma depressão.

A equipe econômica mantém como alvo um ritmo de crescimento de 4,5% em 2009, embora haja dentro do próprio governo quem trabalhe com um número mais perto de 4%. O monitoramento é permanente e os técnicos acreditam que o governo tem condições de atuar para garantir que isso ocorra.

O governo avalia ser capaz de sustentar o ritmo porque o atual ciclo, diferentemente do que existia até 2004, é assentado no mercado interno, por meio do crescimento do emprego, da renda e do crédito, além dos investimentos privados e públicos em expansão. Portanto, da mesma forma que o governo tem atuado para moderar o ímpeto da demanda interna neste momento - via uma combinação de políticas monetária e fiscal mais restritivas -, o mix de política econômica pode tomar outra direção, se necessário.

Uma eventual transmissão da crise externa para a economia brasileira pode se dar pelos canais do crédito, dos investimentos e das exportações. Assim, uma crise bancária tende a tornar cada vez mais escassa a outrora abundante oferta de capital internacional, afetando a disponibilidade de crédito para as empresas brasileiras, bem como a disposição de investir das companhias estrangeiras.

Um mundo em recessão ou estagnado pode significar também um mercado consumidor menos receptivo para produtos brasileiros de exportação. Além disso, os preços internacionais das commodities, parte significativa da pauta de exportações do País, estão derretendo, o que deve fazer com que as receitas em dólares caiam.

A esperança da equipe econômica é de que o câmbio flutuante faça com que essa possível queda de receitas seja compensada, mais à frente, pela desvalorização do real, que vai estimular as exportações. Mas, mesmo com mais competitividade, pode não haver compradores novos para os produtos nacionais, por conta da atividade pouco dinâmica no mundo.

De toda forma, a equipe entende que, embora uma deterioração nas contas externas tenha impacto negativo no País, a maior parte do Produto Interno Bruto é movida por variáveis internas.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG