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Para governo, crise não reduzirá interesse por leilão do Madeira

RIO - O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, acredita que a crise financeira internacional não vai reduzir o interesse das empresas para o leilão das linhas de transmissão das hidrelétricas do rio Madeira, marcado para o dia 31 d outubro. Acredito que como são grandes investimentos e deve haver disputa bem acirrada. A parte ambiental é muito tranqüila, não passa por áreas complicadas, é o filé da transmissão, frisou Zimmermann, que participou da posse de Carlos Nadalutti Filho na presidência de Furnas.

Valor Online |

Para Zimmermann, as empresas estrangeiras estão atualmente reavaliando algumas decisões de investimento, mas, segundo ele, os países emergentes estão em situação privilegiada para receber recursos.

"A expectativa é de que a situação (em relação à crise) esteja mais clara no fim do mês", afirmou Zimmermann, acrescentando que não vê riscos para o financiamento das obras. "Estive com o Luciano Coutinho (presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e ele estava muito animado, com confiança no modelo do setor elétrico. O BNDES vai continuar firme, participando da expansão do setor no Brasil", acrescentou.

Também presente ao evento, o presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz Lopes, acredita que, uma vez aprovado o pacote de socorro financeiro aos bancos nos Estados Unidos, a tendência é de que a turbulência internacional passe por um arrefecimento. Caso a expectativa se confirme, Muniz Lopes ressaltou que a estatal terá "20 dias para refletir" como proceder durante o leilão das linhas de transmissão das usinas de Rondônia (Jirau e Santo Antônio).

"Temos que analisar direitinho o Madeira. Sou otimista. Aprovado o pacote, a tendência é que os mercados se acomodem, o que dá tempo para pensarmos direitinho no que vamos fazer", disse, lembrando que hoje, no leilão de linhas de transmissão e subestações realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as subsidiárias da Eletrobrás ficaram com cinco dos seis lotes arrematados.

"A concorrência (no dia 31) vai ser maior do que foi hoje, porque hoje nós ainda temos indefinição sobre a crise. A aprovação do pacote americano dará mais tranqüilidade para o mundo", acrescentou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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