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Para GM, não há motivos para alta de juros

A indústria automobilística torce por um empate na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) para que a taxa de juros não seja alterada na reunião que começa hoje. O ideal seria ficar onde está, mas está na cara que vão aumentar a Selic, afirmou o vice-presidente da General Motors do Brasil, José Carlos Pinheiro Neto.

Agência Estado |

Para ele, as condições que justificaram as altas anteriores não estão mais presentes na economia. O próprio setor automobilístico entrou em fase de crescimento mais moderado, sem a "exuberância" observada até julho, quando crescia em média 30% ao mês. "A velocidade das vendas mudou", disse o executivo, após participar, ontem, de entrevista ao vivo na Rádio Eldorado. Também não há mais filas de espera.

Em agosto, as vendas caíram 15% em relação a julho, mas seguiram em alta de 4% na comparação com igual mês do ano passado, com 244,7 mil unidades. No acumulado do ano, a alta é de 26% em relação ao mesmo período de 2007, com 1,94 milhão de veículos. A queda no mês passado, na opinião de Pinheiro Neto, em parte é reflexo da alta dos juros e também da maior cautela adotada pelo sistema financeiro na hora de conceder crédito.

Apesar dessa acomodação, o mercado de carros segue consistente. Ontem, o número de licenciamentos neste ano ultrapassou a marca de 2 milhões de unidades, volume que, em 2007, foi atingido apenas em novembro. Até dezembro, o setor deve vender pouco mais de 3 milhões de veículos, um recorde no País. Só neste mês a previsão é de 260 mil unidades.

Já para 2009, Pinheiro Neto aposta em aumento de 10% nos negócios, ainda assim significativo diante da perspectiva de crescimento de 5% do Produto Interno Bruto (PIB).

A GM do Brasil deve levar ainda este ano novo pedido para a matriz americana de liberação de US$ 1 bilhão em investimentos no País até 2012, período em que pretende fazer 20 lançamentos, a maioria de produtos nacionais. Recentemente, a empresa anunciou um programa de US$ 500 milhões para a fábrica de São José dos Campos (SP), onde será produzido um novo carro para ser lançado em 2010 ou 2011. Embora os recursos sejam gerados no próprio País, a GM dos EUA precisa aprovar o investimento.

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