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Para frear alta do dólar, BC já injetou US$ 49,5 bilhões no mercado

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, informou que a autoridade monetária já vendeu US$ 6,7 bilhões no mercado à vista de câmbio, além de fazer operações de venda da moeda com compromisso de recompra no valor de US$ 6,4 bilhões, venda com garantia em bônus globais de US$ 1,5 bilhão e operações de empréstimos ao comércio exterior de US$ 3,8 bilhões. Somadas, todas as intervenções do Banco Central para frear a alta da moeda norte-americana chegam a US$ 49,5 bilhões. Medidas que, até o momento, não surtiram o efeito esperado.

Agência Estado |

Meirelles também confirmou que o BC injetou outros US$ 31,1 bilhões em contratos de swap cambial até novembro. "Isto permitiu enfrentar a crise com mais segurança", afirmou o presidente do Banco Central.

Segundo Henrique Meirelles, mesmo com a atuação direta do BC no mercado, o montante de reservas do País permanece inalterado e até um pouco superior ao registrado no começo da crise financeira mundial. "Nossas reservas estão mantidas e estão até um pouco maiores, em torno de US$ 206 bilhões", garantiu.   

Crédito

Além dos números do mercado de câmbio, Meirelles informou que nos 16 primeiros dias úteis de novembro houve um crescimento de 4,7% no total de crédito no sistema financeiro.

Segundo ele, as operações com pessoa física registraram aumento de 10,9% no período e as com pessoas jurídicas cresceram 1,7%. "Isso significa que há uma recuperação gradual do crédito. Não chegamos no pico de setembro, mas já recuperamos o patamar de alguns meses anteriores", disse Meirelles, que participou de um evento no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal.

 

Gripe

Meirelles destacou que está provado que o Brasil está melhor preparado para enfrentar a crise e isso é resultado de medidas de prudência adotadas pelo governo. Meirelles lembrou que, no passado, ele e outras pessoas costumavam dizer que quando os EUA pegavam uma gripe, o Brasil contraía uma pneumonia ou até uma tuberculose.

Hoje, ao contrário, disse Meirelles, os EUA estão com uma gripe muito forte ou até uma pneumonia e o Brasil está com uma gripe. Segundo ele, isso não significa que o País não tenha problemas, mas a situação é melhor do que a de muitos países.

PIB

Meirelles afirmou que, em função da crise, o Brasil terá uma desaceleração em 2009, mas classificou de "conservadora" a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) de crescimento de 3% para o País em 2009. "O Brasil tem condições de ter um desempenho na crise melhor do que a média mundial", disse o presidente do BC, referindo-se à projeção de cerca de 2% de crescimento para o mundo em 2009 feita pelo FMI. "O Brasil continua forte para enfrentar a crise", acrescentou.

Segundo o presidente do BC, essa melhor condição da economia brasileira deve ser vista como uma fonte de confiança para os agentes econômicos. "A crise é motivo de preocupação, está sendo levada a sério e o governo tomará medidas. Mas há razão para confiar. A crise aqui não tem a dimensão que tem no exterior", afirmou.

Meirelles também usou a analogia médica para dizer que é importante que as pessoas saibam o verdadeiro tamanho da doença para que evitem reações desnecessárias de pânico, que podem ter conseqüências mais graves para o País.

Compulsório

Meirelles informou que o BC liberou até novembro R$ 94 bilhões em depósitos compulsórios. Segundo ele, essa medida está ajudando a normalizar gradativamente a liquidez na economia. Ele informou que, deste total, R$ 31,2 bilhões foram direcionados a bancos pequenos e médios e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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