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Para FMI, Brasil crescerá menos em 2009

Paris, 6 out (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou as expectativas econômicas para a América Latina e afirmou que o Brasil continuará tendo forte crescimento, porém menor do que o calculado antes da crise financeira.

EFE |

No entanto, FMI e Banco Mundial (BM), que também diminuíram as estimativas do crescimento latino-americano, acreditam que a região está mais bem preparada para este impacto do que no passado.

"A boa notícia é que a América Latina está mais bem preparada para enfrentar" esta crise, graças às políticas macroeconômicas dos últimos cinco anos, com superávit fiscal em alguns países, redução da dívida externa e outras medidas preventivas, disse Pamela Cox, vice-presidente do BM para a região.

Para Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI, os efeitos atingirão todas as partes.

"O conjunto do mundo está globalizado e as conseqüências da crise financeira serão sentidas em todas as partes", disse Strauss-Kahn hoje, em um fórum organizado em Paris sobre as relações entre a União Européia (UE) e a América Latina.

Ele afirmou que "há um risco de forte esfriamento" da economia na América Latina, embora isto ocorra com mais força nos países desenvolvidos, como os Estados Unidos e as nações européias.

Na região, o BM espera para 2009 um aumento de 4,5% do Produto Interno Bruno (PIB) no lugar dos 4,8% previstos anteriormente. Para 2010, a alta estimada é ainda menor, de 4,2%.

Às vésperas da divulgação das novas previsões do FMI, Strauss-Kahn limitou-se a dizer que caso a China diminua seu aumento de PIB de 11% para 9%, isto significa que continuará havendo crescimento.

Já na Europa, acrescentou, "diminuir em dois pontos percentuais (o crescimento) muda pouca coisa".

O vice-presidente do BM advertiu que, na América Latina, a crise financeira terá "efeitos indiretos", já que atingirá a demanda de matérias-primas.

A dependência da economia americana também influenciará os países latino-americanos, principalmente os localizados ao norte do Panamá.

Cox admitiu que "sempre há algum risco" de uma contaminação do sistema financeiro na América Latina, como ocorreu com o europeu, em conseqüência das hipotecas americanas.

Tanto Strauss-Kahn quanto Cox se mostraram preocupados com a inflação na região. Ele lembrou que o índice na América Latina será de 13% em média no final de ano, o que mostra que se entrou "em um novo ciclo de inflação forte" com conseqüências sobre as taxas de juros e um "risco de explosão social".

"É uma espiral que os países da América Latina conhecem bem", disse o diretor do FMI, antes de ressaltar que, por isso mesmo, a prioridade deve ser "controlar o risco de inflação", além de cuidar do impacto "nos mais desfavorecidos".

As razões desta escalada são os preços dos alimentos, que, embora agora estejam estabilizados, foram "a um nível extremamente elevado", e o petróleo, que em 2009 poderia ficar em US$ 120 por barril, em média.

O secretário-geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Ángel Gurría, insistiu que "nestes tempos incertos" em que as "turbulências" do sistema financeiro podem se transformar em "uma tsunami", "é primordial o foco nos objetivosde longo prazo", e na coesão social.

ac/rb

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