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Para FMI, agora há um plano eficiente

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, acredita que os mercados financeiros vão reagir bem às medidas anunciadas ontem na Europa. Após reunião do Conselho de Desenvolvimento do Banco Mundial (Bird), os executivos do Bird e do FMI destacaram que passos concretos foram tomados para lidar com as questões urgentes da crise financeira internacional, como a ampliação de uma linha para ajudar a recapitalizar bancos nos países emergentes, aumento de uma cadeira no Conselho do Banco Mundial para a África e aumento do poder de voto para os países em transição para economia de mercado.

Agência Estado |

Sobre o plano que injetará bilhões na Europa, Strauss-Kahn afirma que foi um passo na direção certa. "Por meses, estamos pedindo uma ação coordenada. Quase todos os países avançados estão agora cobertos por planos." O executivo pondera que o plano europeu também é de abordagem ampla. O FMI, lembra ele, argumentava que uma ação fragmentada não era a correta. "Acredito que agora temos resposta ampla à crise e acho que o mercado vai refletir isso."

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, destaca o fato de que o encontro anual acontece em um momento crítico para os mercados. "Esta foi uma catástrofe feita pelo homem", afirmou. "O encontro ocorre no meio da maior crise que nós já enfrentamos", concordou o dirigente do FMI.

Por isso, os representantes do Conselho de Desenvolvimento do Bird destacaram a necessidade de proteger da turbulência dos mercados os países mais vulneráveis, o que exige coordenação maior também entre o FMI e o Banco Mundial. "Os acontecimentos de setembro e outubro mostraram que precisamos modernizar o bilateralismo (entre FMI e Bird) e o mercado para um nova economia mundial", reconheceu Zoellick. "Os arquitetos de Bretton Woods estabeleceram os fundamentos para o futuro. Agora, precisamos de ação global para nova arquitetura, novas normas e nova supervisão para garantir que esta crise não ocorra novamente."

Apelando para a união global num período de crise econômica, o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, disse ontem que o isolacionismo e o protecionismo não são caminhos para conter os efeitos ruins da crise. Ele expressou preocupação com as conseqüências nos países pobres.

"Embora nós nos Estados Unidos estejamos tomando medidas extremas para conter a crise, não estamos perseguindo políticas que limitam o fluxo de bens, serviços ou de capital, porque essas medidas apenas intensificariam os riscos de uma crise mais longa", disse, durante a reunião do Banco Mundial.

Os legisladores dos Estados Unidos, enquanto isso, pediram medidas de emergência: querem que o governo de Georg W. Bush aposte diretamente em certos bancos com problemas e que o Congresso pense num novo plano de socorro econômico. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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