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SÃO PAULO - Antes favorável à candidatura própria, a deputada federal Luiza Erundina (SP) defendeu hoje que o seu partido, o PSB, declare apoio à Dilma Rousseff (PT) na corrida presidencial. Segundo ela, o PSB perdeu o"timing"e deixou de construir alianças que pudessem sustentar a candidatura do correligionário e deputado Ciro Gomes (CE) ao Palácio do Planalto. "Diante do atual cenário, o mais natural é apoiarmos a Dilma no plano nacional.

SÃO PAULO - Antes favorável à candidatura própria, a deputada federal Luiza Erundina (SP) defendeu hoje que o seu partido, o PSB, declare apoio à Dilma Rousseff (PT) na corrida presidencial. Segundo ela, o PSB perdeu o"timing"e deixou de construir alianças que pudessem sustentar a candidatura do correligionário e deputado Ciro Gomes (CE) ao Palácio do Planalto. "Diante do atual cenário, o mais natural é apoiarmos a Dilma no plano nacional. Isso desde que a união esteja baseada em compromissos programáticos. Até porque, se o Ciro for candidato, vai sair com menos possibilidades", observou Erundina, que concorrerá a mais um cargo para Câmara dos Deputados. A ex-prefeita lamentou o fato de o partido não ter se programado de forma mais organizada para que tivesse condições de entrar para valer na disputa pela sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Erundina também disse ser favorável a uma aliança com os petistas no Estado de São Paulo. Segundo ela, essa seria a melhor alternativa para evitar um"fiasco"nas eleições de outubro, uma vez que a legenda entraria na briga pelo Palácio dos Bandeirantes em condições desiguais. "Com Ciro fora da corrida à Presidência e sem o apoio do chamado''''''''''''''''''''''''''''''''bloquinho de esquerda''''''''''''''''''''''''''''''''(PC do B, PDT, PSB e PRB) fica muito difícil concorrer", ressaltou. Erundina ainda enfatizou que não concorda e nem foi consultada sobre a escolha do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, para a sucessão estadual. Filiado há menos de um ano no PSB, ele tenta convencer os correligionários sobre a viabilidade de sua candidatura ao governo paulista. Para a deputada, Skaf não representa os ideais do partido. "Aliás, as duas partes têm posições antagônicas sobre diversos assuntos, como a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Ou seja, é preciso ter um mínimo de coerência. A eleição é muito mais do que disputa pelo voto. Não precisava ser uma figura estranha à nossa história", justificou a ex-prefeita. Erundina, que enxergava no advogado Pedro Dallari um bom nome para a eleição estadual, também rejeitou qualquer tipo de aliança com o PP, que deve lançar o deputado Celso Russomano (SP). As duas siglas chegaram a ensaiar algumas conversas, mas os pepistas não abriram mão da cabeça de chapa, o que azedou as negociações. Adversária histórica do deputado Paulo Maluf (PP-SP), Erundina classificou essa união como esquizofrênica. (Fernando Taquari | Valor)
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