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Para ensinar os russos, o forte é a mímica

O líder de produção da fábrica da Sadia em Várzea Grande (MS), Daniel Bispo da Silva, nunca havia viajado de avião. Mas, no início de abril, ele fez uma viagem bem longa: para a Rússia.

Agência Estado |

"Se uma vidente tivesse me dito isso, eu ia dar risada. Mas eu vim mesmo e meu bairro inteiro achou o máximo", conta ele, que atualmente está em Kaliningrado.

Silva foi selecionado, com outros 20 operários de todo o Brasil, para fazer o treinamento dos funcionários da fábrica da Sadia em Kaliningrado, na Rússia. Para treinar os 700 funcionários russos, a empresa fez uma seleção durante quase oito meses entre os operadores do chão de fábrica do Brasil para escolher quem iria para o outro lado do globo ensinar os colegas.

Segundo o diretor de RH da Sadia, Eduardo Noronha, para superar a barreira da língua, os operadores fizeram diversos treinamentos de comunicação, o que incluiu até mímica. "Há tradutores, mas os selecionados foram treinados para ensinar quase tudo apenas com gestos." Além disso, a empresa providenciou passaportes, vistos e os casacos estofados para os funcionários enfrentarem o frio russo. "Imaginamos que estamos o tempo todo no freezer", brinca Silva.

O líder de produção da fábrica da Sadia em Uberlândia (MG), Márcio Ferreira e Cunha, também foi um dos selecionados. "Quando soube da seleção, até estudei pra melhorar o inglês. Mas o forte é a mímica mesmo, porque russo, não houve jeito."

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