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SÃO PAULO - O forte pessimismo que tomou conta dos mercados globais nesta jornada, inclusive no Brasil, é exagerado e não deve orientar as projeções nem afetar significativamente o sistema financeiro brasileiro. A avaliação é do economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos, Rubens Sardenberg.

"É importante não se deixar levar por questões de curto prazo", disse nesta tarde, enquanto a Bolsa de Valores de São Paulo era fechada momentaneamente por ter caído mais de 10%.

Na avaliação do economista, o fato de a Câmara dos Estados Unidos ter rejeitado o plano do governo americano, de US$ 700 bilhões para conter a crise do sistema financeiro, não impedirá que a equipe econômica dos EUA se movimente em busca de outra solução. "Feito isto, o mercado voltará à normalidade", acrescentou, afirmando que é muito cedo para "extrapolar" o movimento para uma tendência.

"O mercado tende a exagerar os movimentos com apostas pessimistas, mas não dá para, a partir disso, ver um cenário doméstico comprometido", reforçou. O impacto previsto pelo economista será no desaceleração do nível de crescimento da economia do país para o próximo ano.

Segundo ele, o sistema bancário nacional continua firme e livre de riscos associados ao colapso financeiro de instituições internacionais. "Os bancos brasileiros não têm nível de alavancagem grande ou risco elevado em carteira", disse.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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