Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Para diretor do Bradesco, há chance de IPCA abaixo de 6,5% em 2008

RIO - O diretor de Pesquisa e Análise Macroeconômica do Bradesco, Octavio de Barros, acredita que há uma possibilidade tangível de que a inflação medida pelo IPCA fique abaixo do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC). A meta determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2008 é de 4,5%, com variação de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Valor Online |

Se considerarmos o patamar de ontem das commodities, com a taxa de câmbio atual, e projetarmos isso até o fim do ano, a inflação pelo IPCA fica abaixo de 6,5%, afirmou Barros, ponderando que a previsão do Bradesco é de IPCA de 6,7% este ano. Mas confesso que preciso observar um pouco mais, mas existe uma possibilidade tangível de que a inflação em 2008 fique abaixo de 6,5%, frisou.

Barros, que participou hoje do seminário Grau de investimento, um novo ciclo para o Brasil, disse ainda que a intensidade do atual ciclo de aperto monetário, iniciado em abril, vai depender acima de tudo do comportamento das commodities, de efeitos das altas na taxa básica de juro já implementadas sobre a demanda agregada e das atuações de outros bancos centrais.

Se todos (os BCs) agirem na mesma direção, o fardo individual do aperto monetário pode ser menor, comentou. Se todos forem na mesma direção, o impacto sobre as commodities será maior e, portanto, o ajuste talvez não seja tão intenso, emendou.

O economista prevê que a taxa Selic encerre 2008 a 14,75% e estima que, no segundo semestre do ano que vem, pode ter início um ciclo de queda, levando a taxa para 13,75% no fim de 2009. Atualmente, a Selic está em 13% ao ano.

Barros ressaltou ainda a mudança de percepção do empresariado brasileiro a respeito da atuação do BC. Segundo ele, os empresários entenderam realmente os benefícios de uma inflação baixa. Ele disse ainda que uma pesquisa mensal interna realizada pelo Bradesco com 1,6 mil companhias no país mostrou que atualmente 20% dos empresários acreditam que haverá uma queda acentuada nas suas atividades caso a Selic seja elevada a 15,25% ao ano.

Ao mesmo tempo, notou Barros, cresceu o percentual de empresários que acredita que o avanço da Selic não terá impacto sobre os investimentos da companhia.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG