RIO - A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que, embora a crise financeira internacional não esteja completamente debelada, o pior momento de turbulência já passou. Não vemos mais bancos falindo como víamos antes, apesar do fato de os principais bancos de investimentos do mundo não existirem mais, disse Dilma.

A ministra disse que o governo brasileiro tomou "as medidas certas na hora adequada" para evitar efeitos mais graves da crise no país. Entre as medidas citadas por ela, estão a liberação de parte do compulsório dos bancos para injetar liquidez nos mercados, os leilões de dólares para minimizar a volatilidade cambial, a garantia de recursos para a construção civil e a liberação de verbas para o BNDES e o Fundo de Marinha Mercante.

"O governo agiu tempestivamente. Não ficamos esperando as coisas acontecerem", ressaltou Dilma. De acordo com ela, as condições das contas públicas também garantiram que o país, pela primeira vez em diversas crise internacionais, não quebrasse. "Temos (o governo) todos os instrumentos para sermos parte da solução, e não do problema", afirmou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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