Tamanho do texto

BRASÍLIA - A ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, disse nesta sexta-feira que o governo do presidente Lula não deixará que ¿o medo da crise internacional¿ contamine o Brasil. Segundo a ministra, o temor da turbulência dos mercado ¿é irmão gêmeo da ganância financeira e da especulação.¿

Não vamos interromper o crescimento do País. O governo não vai permitir que a ganância que levou a essa especulação internacional nos impeça de investir e crescer, disse a ministra, na saída do encontro de prefeitos e vice-prefeitos do PT, esta manhã, em Brasília.

Dilma observou, ainda, que a economia brasileira é sólida e poderá se resguardar diante da crise internacional. Ela atribui, entre os fatores que ajudaram o mercado nacional a conquistar a estabilidade, o aumento das reservas cambiais e a manutenção dos investimentos em infra-estrutura.

Nós temos todos os instrumentos na mão para reagir à crise. Nós temos condições, através do compulsório [dinheiro que os bancos são obrigados a guardar no Banco Central], liberar crédito, observou a ministra.

Anunciada pelo presidente Lula como a possível candidata do PT à presidência do País em 2010, Dilma assumiu hoje um discurso mais politizado e criticou ações de governos anteriores diante de outras crises que também prejudicaram o Brasil. Segundo ela, em crises anteriores, nos anos 90, e outra no inicio dessa década, em 2000, 2001, a crise começava lá fora e contaminava o Brasil através do câmbio. Nós éramos extremamente frágeis, disse a ministra, em referência à privatização das empresas de telecomunicação feita pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, nos anos 90.

Leia mais sobre: crise financeira