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Para cruzeiros, dólar vale R$ 1,99

A CVC, maior operadora turística da América Latina, usou a alta do dólar como mote de campanha para acelerar a venda de 20 mil cabines que restaram em seis navios de cruzeiro que estarão percorrendo a costa brasileira até fevereiro. A empresa está vendendo os cruzeiros marítimos com o dólar cotado a R$ 1,99.

Agência Estado |

Um cruzeiro de quatro noites de Santos (SP) para Búzios (RJ), que custaria R$ 1.581,18 pela cotação do dólar de ontem de R$ 2,19, sai por R$ 1.436,78, com o câmbio em R$ 1,99. Além disso, é possível parcelar esse valor em dez vezes sem acréscimo nos pagamentos feitos por meio de cartão de crédito, cheque pré-datado ou boleto. "Não se trata de uma promoção por causa da crise", diz o presidente da companhia, Valter Patriani.

O executivo explica que a empresa decidiu congelar a cotação do dólar porque viu uma oportunidade de repassar para o consumidor a queda nos custos que teve com os combustíveis dos navios.

Patriani explica que os preços dos cruzeiros para esse verão tinham sido calculados com base no barril de petróleo cotado a US$ 100. Como a cotação da commodity caiu para US$ 60, a operadora refez as contas e viu que era possível dar um desconto de 10% no preço dos cruzeiros. Antes do início da promoção faltava vender 25% da lotação dos navios. Com a promoção, a meta é ter lotação completa até 15 de janeiro. Em duas semanas com o dólar congelado, foram vendidas 200 cabines por dia, o dobro do normal.

"Optamos por congelar o câmbio, porque é mais confortável para o cliente, uma vez que todas as despesas dos passageiros dentro do navio são em dólar e estão incluídas no preço do cruzeiro." Patriani observa que, no setor de turismo, há mais promoções neste fim de ano comparado com o mesmo período de 2007. "Estamos nos mexendo para colocar a viagem no bolso do consumidor."

O bota-fora de estoque é ainda mais agressivo em setores tradicionais, como de móveis e eletrodomésticos. As Casas Bahia, por exemplo, chegaram nas últimas semanas a anunciar descontos de 70% e o primeiro pagamento do crediário para dezembro. A rede informa que está com mais ofertas neste fim de ano na comparação com o mesmo período de 2007. Mas, segundo a companhia, o maior número de promoções é para conquistar a primeira parcela do 13º salário, que deverá ser paga até o dia 30 deste mês.

O Ponto Frio anunciou na semana passada uma promoção que reduzia em 20% a taxa de juros de um grupo específico de produtos voltados para a casa, entre eletrodomésticos e móveis. "Temos uma nova promoção a cada 15 dias", conta o diretor Comercial, Marcos Vignal. Segundo ele, a empresa não está desovando estoques para fazer capital de giro e optou pelo corte nos juros para se diferenciar da concorrência.

Já as Lojas do Baú Crediário apostaram num festival de itens de informática, produtos que estão entre os mais afetados pela alta do dólar porque levam uma boa dose de componentes importados. A promoção enfatiza a "menor parcela do Brasil e tudo sem entrada". Décio Thomé, diretor de Varejo do Grupo Silvio Santos que é dono da rede, diz que a promoção é um movimento preventivo para que os estoques não subam. "Queremos girar as mercadorias mais rapidamente."

O quadro é semelhante no setor de materiais de construção, que tem em novembro o melhor mês de vendas. Pela primeira vez a Leroy Merlin ampliou os descontos nos preços de um grupo de 32 itens na medida em que o consumidor aumenta os volumes comprados. Um lata de textura para parede, por exemplo, sai por R$ 79,90. O preço cai para R$ 69,90, se o cliente levar duas latas e para R$ 59,90, se comprar três, conta o diretor da empresa, Erimar Bergamo.

Segundo o executivo da Leroy Merlin, essa promoção é "inédita e não se trata de uma operação bota-fora." Ele argumenta que a promoção que vai até a metade deste mês, já havia sido planejada e que os estoques estão normais. Por enquanto, observa Bergamo, a empresa não sentiu retração nas vendas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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