Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Para CNI, decisão do Copom foi equivocada e conservadora

Confederação Nacional da Indústria (CNI) critica decisão do BC de manter juros em 10,75% e não efetuar cortes nas taxas

AE |

selo

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em manter a taxa básica de juros em 10,75% ao ano foi equivocada e conservadora. Conforme nota distribuída à imprensa, a CNI defende queda nas taxas, para que o Brasil equipare-se a demais países, em um cenário mundial de juros mais baixos.

 

"Novamente, o Copom peca pelo conservadorismo ao não retomar o processo de queda nos juros em um ambiente mundial de taxas de juros reduzidas", avaliou o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto. "Os juros brasileiros são substancialmente elevados em comparação com outros países e excessivos para manter a inflação dentro da meta", completou.

 

Monteiro Neto lembrou que não há risco de descumprimento da meta fixada para a inflação de 2010. "A aceleração da inflação observada nos primeiros meses do ano foi pontual, em função de problemas climáticos que afetaram os preços dos alimentos." Além disso, os últimos indicadores mostram um recuo no índice de utilização da capacidade instalada na indústria. Portanto, avaliou Monteiro Neto, a demanda de fim de ano deverá ser plenamente atendida sem riscos de elevação dos preços.

 

O presidente da CNI alertou que os juros altos representam uma ameaça à atividade econômica. "A elevada taxa de juros afeta o setor produtivo tanto pelo encarecimento do investimento e dos custos financeiros das empresas como pela entrada maciça de capitais, que valoriza o real e compromete a competitividade dos produtos brasileiros diante dos importados."

 

Fiesp

 

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirmou hoje, em nota, que a manutenção dos juros básicos da economia brasileira em nível elevado sinaliza problemas para o futuro. A Fiesp defende que condições favoráveis sejam criadas à geração de investimentos e, consequentemente, à produção e ao emprego. "Os efeitos negativos que a política de juros elevados provoca sobre a atividade produtiva do País têm sido, de maneira insistente, combatidos por nós. Está ficando claro à sociedade os efeitos adversos gerados pela política de manutenção de uma das maiores taxas de juros reais do mundo", diz a nota.

 

"O patamar atual em que se encontra a Selic tem contribuído para a constante sobrevalorização do real, permitindo um cenário no qual o crescimento da demanda doméstica seja, cada vez mais, abocanhado pela produção importada, que gera empregos lá fora eliminando postos de trabalho aqui no Brasil. Caso contrário, como explicar uma situação, em princípio ilógica, em que se verifica uma atividade industrial caminhando a passos vagarosos e um consumo brasileiro claramente aquecido?", questionou Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

Leia tudo sobre: ECONOMIACNIjurosCOPOMindústrias

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG