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Para BIS, troca de moedas com Fed foi necessária

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou hoje que as operações de trocas de moedas entre países, como as realizadas pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) e o BC, que deu o direito ao Brasil de ter acesso a US$ 30 bilhões, e operações semelhantes promovidas pelo Fed com outros bancos centrais, como o europeu e o inglês, foram avaliadas pelos membros do BIS (Banco de Compensações Internacionais) como uma medida necessária a fim de atacar os problemas de liquidez global registrados com o agravamento da crise financeira mundial. O BIS concluiu hoje sua reunião bimestral em São Paulo, a primeira realizada depois do recrudescimento do credit crunch, surgido a partir da concordata do banco Lehman Brothers em 15 de setembro.

Agência Estado |

"Isto é um exemplo de trabalho conjunto visando enfrentar conjuntamente questões relacionadas à liquidez internacional", frisou. Segundo Meirelles, há outras discussões entre autoridades monetárias que atuam na mesma direção, como a que está sendo realizada pelo Fórum de Estabilidade Internacional, que conta basicamente com os BCs de países desenvolvidos, e que sugeriram a criação de sistemas de supervisão financeira global, a fim de melhorar a regulação e aplicação de normas dos mercados.
Meirelles destacou que um exemplo internacional de adoção de políticas prudenciais equilibradas é a atuação dos bancos de investimento no Brasil, que é fiscalizada e regulada pelo Banco Central. Em muitos países, a atividade desta categoria de instituições financeiras comerciais não é acompanhada de perto pelas autoridades governamentais.
O presidente do BC afirmou que o debate entre autoridades de bancos centrais ocorrido hoje em São Paulo envolveu também a adoção de ações coordenadas relacionadas à gestão de liquidez, o que é importante para restaurar o bom funcionamento dos mercados. Ele destacou que a gestão de liquidez é uma ação diferenciada da administração da política monetária, mas às vezes ambas são adotadas de forma simultânea. Um exemplo disso é as linhas de swap de trocas de moedas, como os realizados pelo bancos centrais do Brasil e dos EUA.

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