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Ministro do Planejamento diz que desempenho do setor nos últimos meses não afetará resultado do PIB em 2010

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O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admitiu hoje que as seguidas altas da Selic (a taxa básica de juros da economia), bem como a sinalização feita anteriormente pelo Banco Central (BC) de que haveria aumentos, influenciaram a freada da produção industrial nos dois últimos meses. "Quando o Banco Central aumenta a taxa de juros, tem um efeito não imediato (na produção industrial) e normalmente os analistas avaliam que é em torno de cinco meses, seis meses", disse. "Mas é bom lembrar que o BC vem fazendo alguns movimentos e dando sinais sobre isso (alta) já há algum tempo. E com certeza deve estar influenciando já", completou o ministro, que visita a cidade de Araraquara, no interior de São Paulo.

Segundo Bernardo, o desempenho negativo da produção industrial nos últimos dois meses, apontado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não vai mudar a previsão do governo para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, em torno de 7%. "Nós seguimos com a avaliação que tínhamos antes. O crescimento este ano vai ser forte e com certeza vamos ter um aumento que vai bater perto dos 7%", disse o ministro.

Dados do IBGE, divulgados hoje, apontaram queda de 1,0% na produção industrial em junho na comparação com maio. Além disso, o desempenho de maio na comparação com abril foi revisado de estabilidade para queda de 0,2%. Para Bernardo, mesmo com a desaceleração do ritmo de crescimento da economia, os investimentos ainda andam "muito rápido", com as empresas estatais desembolsando quase R$ 40 bilhões no primeiro semestre e com investimentos privados também em bom ritmo. "O que está havendo é uma acomodação no ritmo de crescimento, mas vamos chegar ao final do ano em 7%", completou.

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