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Para BC, persiste a percepção de risco sistêmico global

O Banco Central (BC) avalia que persiste a percepção de risco sistêmico em termos globais. A afirmação consta do Relatório Trimestral de Inflação divulgado hoje pelo Banco Central.

Agência Estado |

"Na medida em que a extensão e a alocação das perdas derivadas da crise imobiliária norte-americana, entre instituições financeiras de economias maduras, ainda não sejam totalmente conhecidas, e que importantes segmentos do mercado financeiro nessas economias ainda não tenham retomado condições normais de liquidez, persiste a percepção de risco sistêmico", afirma o relatório.

Os diretores da autoridade monetária afirmam, no documento, que, enquanto o mercado financeiro se reorganiza, "as condições de oferta de crédito permanecem restritivas, o que tende a realimentar a dinâmica de desaceleração da demanda."

Além disso, os autores do texto observam que a demanda nos Estados Unidos, Europa e Japão "parece ter sido afetada de forma significativa pela deterioração dos termos de troca" causada pela redução dos preços das commodities. "Assim, a reversão da tendência altista das commodities propiciaria incrementos de renda nessas regiões, o que contribuiria para sustentar a expansão do dispêndio", afirmam.

Juntas, a desaceleração mais intensa da economia mundial e o recuo das commodities poderiam, na visão do BC, "contribuir para mitigar as pressões inflacionárias".

Apesar dessa avaliação mais tranqüilizadora sobre a economia global, o texto diz que o comportamento recente do dólar - que apresentou valorização frente a diversas moedas - "tende a gerar pressões inflacionárias fora dos Estados Unidos".

"No caso brasileiro, o recuo dos preços das commodities tende a reduzir a oferta de divisas no mercado doméstico, tanto pelos efeitos sobre os fluxos comerciais quanto sobre os financeiros e, por conseguinte, a pressionar o mercado de câmbio", completa o documento.

Diante do quadro, o BC reafirma a avaliação já feita em documentos anteriores de que, para a inflação doméstica, "um cenário de desaceleração mundial mais intensa e generalizada apresentaria fator de risco de sinal ambíguo no horizonte relevante".

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