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Para Banco Central, superavit real ficará abaixo da meta

Superavit primário em 2010 ficará efetivamente em 2,4% do PIB, abaixo, portanto, da meta de 3,3%, segundo Carlos Hamilton Araújo

AE |

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Para a construção de seu cenário mais favorável para a inflação em 2011 e também em 2012, o Banco Central está contando com uma colaboração bem maior da política fiscal. Pela primeira vez, o diretor de Política Econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, reconhece que o superavit primário em 2010 ficará efetivamente em 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo, portanto, da meta de 3,3% do PIB.

Ele disse que para o próximo ano, a expectativa é de cumprimento da meta fiscal cheia, ou seja, 3,3% do PIB. E isso, segundo Hamilton, significa um "esforço contracionista", ou seja, um freio na economia, de cerca de 1% do PIB, o que vai ajudar o BC no controle dos preços.

Apesar de sempre citar em seus documentos a possibilidade de o resultado fiscal abaixo da meta por meio do uso de abatimentos de gastos de investimentos previstos em lei, o BC em suas entrevistas sempre disse trabalhar com um cenário de cumprimento da meta fiscal cheia em 2010 - de 3,3% do PIB - em discurso alinhado com o do Ministério da Fazenda. O reconhecimento de que efetivamente o superávit primário deste ano está abaixo da meta é uma novidade.

Com a capitalização da Petrobrás, que vai render uma receita extra de R$ 31,9 bilhões para o governo, contabilmente o setor público deverá cumprir a meta fiscal cheia de 3,3% deste ano.

Mas Carlos Hamilton explicou que, do ponto de vista do impacto da política fiscal sobre a economia, a engenharia financeira não tem impacto e o superávit que é relevante para a política monetária será bem menor: 2,4%. Em outras palavras, o BC teve neste ano menos ajuda da política fiscal no combate à inflação, exigindo uma carga maior da taxa de juros para conter a escalada de preços.

Pelo menos no discurso da autoridade monetária, essa situação deverá ser revertida no ano que vem e o aumento no esforço fiscal vai ajudar o IPCA a fechar em 4,5%. Araújo também anunciou que a recente valorização do dólar fez com que o BC aumentasse a estimativa para o patamar da dívida líquida pública no fim de 2010. A previsão subiu de 39,6% para 40% do PIB.

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