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Para atenuar perdas, analistas sugerem ações pagadoras de dividendos

Diante da turbulência no mercado econômico global e da certeza de que o momento da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) é desfavorável, estrategistas de corretoras alertam que os investidores devem estar atentos aos papéis que historicamente pagam mais dividendos.

Redação com Agência Estado |

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"A distribuição de dividendo deve nortear a busca dos investidores que querem permanecer na Bolsa", afirma o analista da Coinvalores, Marco Aurélio Barbosa. Neste contexto, aparecem com destaque as ações das empresas de energia elétrica e dos bancos.

A atratividade de papéis de empresas que pagam dividendos regularmente está associada à busca do mercado por ações consideradas seguras em meio a tantas incertezas vistas nas bolsas mundiais.

As empresas de energia, por exemplo, apresentam forte geração de caixa e, por isso, possuem melhores condições para remunerar seus acionistas. "As elétricas estão capitalizadas. Essas companhias possuem forte geração de caixa e otimizam essa condição distribuindo bons dividendos para os seus acionistas", explica Barbosa.

"Neste momento, os dividendos funcionam, na prática, como uma renda fixa para os investidores", acrescenta a chefe de análise da SLW Corretora, Kelly Trentin.

O setor bancário, apesar das consecutivas notícias negativas envolvendo a falência de instituições financeiras estrangeiras, permanecerá apresentando resultados positivos, sustentado pela manutenção do crescimento do crédito no Brasil, ainda que em menor ritmo, afirma Barbosa. Por conta disso, o analista prevê que estas instituições continuem a ser boas pagadoras de dividendos a seus acionistas.

Outro aspecto que deve ser analisado pelos investidores é a previsibilidade em termos de resultados das empresas. Sob essa ótica, empresas do setor de concessão de rodovias também podem ser um ativo interessante, destaca o analista e sócio da XP Investimentos, Rossano Oltramari.

As elétricas também se sobressaem quanto este critério é analisado. "A receita de geradoras e transmissoras não é alterada por eventos de curto prazo. As elétricas são um porto seguro", explica o analista do setor elétrico da Unibanco Corretora, Marcos Severine.

Ainda que alguns setores possam ser apontados como ilhas de segurança, os analistas ressaltam que o momento do mercado de capitais é de queda generalizada. "No cenário atual, não há um papel ganhador", diz Kelly.

Para a estrategista da Ativa Corretora, Mônica Araújo, o momento é tão incerto que não é possível, ainda, determinar quais empresas estão sendo afetadas apenas por fatores macroeconômicos e quais ações refletem aspectos próprios de suas atividades. "Não é possível fazer uma análise setorial. É preciso pincelar cada papel", destaca o estrategista do BB Investimentos, Hamilton Moreira Alves.

Até mesmo o setor energético, considerado uma quase unanimidade entre os estrategistas ouvidos pela Agência Estado, sentirá os efeitos da crise financeira mundial. "No caso das empresas que estiverem com projetos maturando, o cenário é menos adverso. Mas os novos projetos também ficarão travados devido à escassez de crédito", afirma Alves. Além disso, Severine diz que as distribuidoras de energia sentiriam mais uma possível desaceleração econômica do que as outras elétricas.

Apesar da escassez de recursos no cenário mundial prejudicar os planejamentos de todas as empresas com planos de crescimento, os papéis das exportadores são aqueles que devem ser mais afetados com a crise que se iniciou nos Estados Unidos. "Esses setores sofrem mais com as incertezas sobre os efeitos da crise financeira na economia real", afirma Kelly.

Na avaliação de Barbosa, da Coinvalores, os papéis de empresas ligadas às commodities devem ser os mais penalizados no cenário atual, em função da perspectiva de desaceleração econômica nos Estados Unidos e na Europa. Isso porque, nesse cenário, os preços de insumos como petróleo e minério de ferro tendem a cair, acompanhando a retração da economia mundial.

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