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Para associação de revendas de carros, ajuda é paliativa

A ajuda de R$ 200 milhões em crédito para capital de giro ao setor de revenda de veículos usados aprovada hoje pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) é apenas paliativa, avaliou o presidente da Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo (Assovesp), George Assad Chahade. Para ele, a medida é ineficaz se o crédito ao consumidor não for facilitado.

Agência Estado |

"Precisamos ter uma linha de crédito direto ao consumidor com taxas reduzidas. Hoje a restrição é muito grande e não incentiva o brasileiro a comprar."

Apesar disso, ele reconhece que a medida facilitará a negociação. "Com a ajuda, o lojista poderá aliviar a entrada ou parcelar um pouco mais, o que facilita os negócios", afirmou. No mercado de usados, a parcela de entrada costuma ser alta, podendo chegar a 40% do valor do veículo.

Segundo Chahade, as entidades do setor reivindicavam medidas de estímulo desde o mês passado e encontraram boa vontade do governo. "As negociações não estão acabadas e também não está definido o procedimento para a distribuição desse crédito. O importante é que o mercado vai sentir o efeito no curto prazo."

A expectativa do executivo é de que o efeito do pacote eleve as revendas de usados já partir da primeira quinzena de março. No mercado paulista, os negócios apresentaram um leve aumento de 0,65% em janeiro na comparação com o mês anterior.

Hoje, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que o setor de revendas de usados sofreu mais que o de veículos novos os impactos da crise financeira internacional. No ano passado, a queda se acentuou no último trimestre, quando os efeitos da crise restringiram o crédito por parte de financeiras e bancos pequenos e médios, os principais financiadores desse mercado. Nos últimos três meses do ano passado, as vendas desaceleraram 23% em relação ao trimestre anterior.

Lupi anunciou hoje que foi negociado com o Banco do Brasil um financiamento para o setor com juros de Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), mais 11,206% ao ano (1,4% ao mês). Atualmente, segundo o ministro, a taxa de juros dessa linha é TJLP mais 24% ao ano. A medida deve beneficiar 46 mil revendedoras, que geram 600 mil empregos diretos e indiretos. O teto do financiamento é de R$ 200 mil por empresa e os recursos poderão ser liberados de uma só vez ou em parcelas, mas está vedado o uso de crédito rotativo. O prazo de financiamento será de 24 meses, incluídos até cinco meses de carência.

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