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Para analistas, investidor deve esperar turbulência passar

O investidor que possui aplicações em bolsa de valores e fundos de investimentos deve esperar o atual momento de turbulência passar e evitar migrar para outras aplicações. Por outro lado, a hora é propícia para se começar a investir na bolsa - desde que a entrada seja gradual e em papéis de empresas consideradas mais sólidas.

Agência Estado |

"Toda mudança de rumo em momento de turbulência gera prejuízo; por isso o investidor não pode agir de maneira passional", afirma Rogério Garrido, consultor da Corretora Fator e especialista em renda variável. Segundo ele, a bolsa vale a pena, se for vista como um investimento de longo prazo e se o investidor puder suportar os riscos de perdas no presente.

"Antes de investir, é necessário analisar o grau de risco ao qual o investidor agüenta se expor. Aqueles de perfil mais arrojado podem concentrar risco em papéis de algumas empresas", diz o consultor.

Segundo ele, pessoas com investimentos em fundos de ações ativos - que não replicam carteiras da Bovespa e contam com mais mecanismos de proteção - podem concentrar seu risco em papéis considerados de boa liquidez, como os da Petrobrás, que tendem a recuperar o preço mais rapidamente. "Mas essa é uma atitude para investidores mais arrojados", diz.

Para Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, o investidor de bolsa não deve tomar nenhuma atitude neste momento. "É melhor ignorar a crise e deixar os investimentos como estão. A bolsa tende a se recuperar no médio prazo, pois a turbulência dos mercados não têm a ver com empresas brasileiras."

Segundo Leite, no médio e longo prazos os papéis das empresas brasileiras tendem a se valorizar. "Entrar na bolsa é interessante agora, especialmente em ações de empresas financeiras e ligadas a commodities, como mineração e siderurgia", diz Leite.

Segundo ele, a ameaça de recessão que paira sobre as economias desenvolvidas não deve afetar a rentabilidade das empresas que negociam matérias-primas. "Os grandes demandantes de commodities hoje são emergentes, como China e Índia. As empresas brasileiras tendem a aumentar seus lucros e se fortalecer."

Para os investidores que querem se expor a pouco risco, a bolsa, no entanto, não deve ser considerada neste momento. "Sem dúvidas, as aplicações mais seguras são de renda fixa, como CDBs e títulos públicos. Mas o rendimento também é baixo", diz Garrido, da Fator.

O administrador de investimentos Fabio Colombo só recomenda a migração para renda fixa se o investidor tiver acima de 20% de suas economias em bolsa ou fundos de renda variável. "Quem tem menos de 20% das aplicações em bolsa deve manter tudo como está. Quem tem acima disso deve ajustar sua carteira para evitar prejuízo maior", adverte.

Os analistas concordam em um ponto: dólar é uma opção que deve ser descartada. "Investir em dólar neste momento é um erro grave porque a raiz da turbulência financeira está justamente nos EUA", diz Garrido.

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