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Para Anac, mais vôos no Santos Dumont não esvaziarão o Galeão

RIO - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) garante que a abertura do Santos Dumont para vôos domésticos de longo curso fora da ponte-aérea Rio-São Paulo não vai contribuir para o esvaziamento do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, o Galeão. Segundo o diretor da Anac Ronaldo Serôa da Motta, a quantidade de slots (espaços disponíveis nos aeroportos) no Santos Dumont passará de 15 por hora no horário de pico para, no máximo, 23.

Valor Online |

"Queremos concorrência nos vôos domésticos (entre os dois aeroportos) e essa concorrência será tão pequena que será impossível que os vôos do Galeão sejam transferidos para o Santos Dumont", frisou Serôa da Motta, em seminário promovido pelo governo do estado do Rio para debater a intenção da Anac de licitar novos slots no Santos Dumont.

Atualmente, a maior parte dos vôos no Santos Dumont são relativos à ponte-aérea. No Galeão, estão divididos entre internacionais e domésticos. Na avaliação do diretor da Anac, os oito slots-hora a mais nos horários de pico não serão suficientes para acabar com os vôos domésticos do Galeão.

Representantes do governo do Estado discordam. Para o secretário de Desenvolvimento, Julio Bueno, estão "cristalizadas duas posições: a Anac contra a sociedade organizada e o governo estadual". Segundo ele, a proposta da Anac leva em conta uma trajetória de crescimento do fluxo passageiros que engloba dados anteriores à crise econômica, além de não considerar que, no passado, a abertura do Santos Dumont contribuiu para o esvaziamento do Galeão.

"Quando falamos da possibilidade do enfraquecimento do Galeão, isso está baseado em fatos concretos. A Anac leva em consideração que vai haver um crescimento de passageiros no Brasil que é uma abstração", ressaltou Bueno.

O secretário afirmou que o governo estadual vai participar da consulta pública que está aberta no site da agência reguladora e revelou que o governador Sérgio Cabral Filho vai enviar uma carta à Anac detalhando a posição do estado contra a abertura do aeroporto do centro do Rio a concessão de novas freqüências. Bueno não descartou que instituições da sociedade civil entrem com ações na Justiça, em processo semelhante ao que suspendeu a concessão de novas freqüências no aeroporto mineiro da Pampulha. "É uma hipótese (o caminho judicial), mas é um caminho que não é satisfatório", disse.

"Como é que vão abrir o Santos Dumont enquanto o BNDES estuda a modelagem da viabilidade da concessão do Galeão? Não me parece que seja alguma coisa de bom senso", afirmou Bueno.

Serôa da Motta disse que a consulta pública no site da Anac vai até o dia 18 deste mês e que a intenção da agência é realizar uma audiência pública para debater a questão. Segundo ele, a tendência é de que a audiência fique para janeiro. O diretor também garantiu que, caso a ameaça de greve dos aeronautas e aeroviários se concretize e ocorra a paralisação no dia 24 de dezembro, a agência apresentará um plano de contingência.

"Se houver indícios de uma parada de algum tipo, obviamente vamos criar plano de contingência, mas não vamos trabalhar agora com uma notícia que pode não acontecer", ponderou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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