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Para AIE, mundo já vive o terceiro choque

O mundo vive definitivamente o terceiro choque do petróleo. Os preços já ameaçam a economia global e os custos estão afetando a renda de milhões de pessoas em todo o mundo.

Agência Estado |

A análise é da Agência Internacional de Energia (AIE), que ontem, em Madri, publicou as suas previsões até 2013 e alertou que a demanda por petróleo nas economias emergentes vai superar o consumo de energia nos países ricos. No Brasil, a demanda vai crescer duas vezes mais rápido que a média mundial, de 3% ao ano até 2013.

"Está claro que estamos no terceiro choque", afirmou Tanaka Nobuo, diretor-executivo da AIE, durante o Congresso Mundial do Petróleo. "A pressão sobre os mercados continuará, os preços se transformaram em ameaça para a economia global e a renda de milhões de pessoas", alertou Tanaka. "O pior é que nem sabemos ainda as conseqüências que os atuais preços terão na inflação", disse.

Ontem, a BP revelou que, pela primeira vez desde a descoberta do petróleo, o mundo registra seis anos de crescimento do preço sem interrupção. "Estamos no meio de uma revolução estrutural", afirmou o presidente mundial da Total, Christophe de Margerie.

Para a AIE, o mundo precisaria de 3,5 milhões de barris diários a mais por ano apenas para compensar as perdas das reservas, que já estão no fim em algumas partes do mundo. A perda de reservas chega a 6% por ano. A aposta é que, ao menos até 2010, a produção extra chegue a 4 milhões de barris por dia com os novos projetos em vários continente e da desaceleração da economia.

Mas o aumento da produção não conseguirá ser mantido a partir de 2010, quando, nas projeções da AIE, a economia mundial voltaria a crescer. A agência aponta que a desaceleração da economia mundial também reduziu o ritmo de crescimento da demanda por energia, forçando a entidade a rever para baixo as suas previsões de consumo nos próximos anos em 3,4 milhão de barris.

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