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Para Agnelli, demanda estagnada adia debate sobre preço

Por Denise Luna RIO (Reuters) - O presidente da Vale, Roger Agnelli, afirmou nesta quinta-feira que não há perspectiva para o início das negociações sobre o preço do minério de ferro para 2009, já que não há como prever quando a crise financeira global vai se arrefecer e a demanda pela commodity voltar à normalidade.

Reuters |

"A questão hoje é que preço não é nada. A questão toda é que não tem mercado. Hoje, se baixar o preço do minério de ferro, não se acrescenta uma tonelada a mais de venda", disse o presidente da Vale, que já reduziu a sua produção de minério de ferro em 10 por cento para se ajustar à queda na demanda global, e que vê seus clientes, as grandes siderúrgicas mundiais, anunciando reduções de produção.

"Ninguém tem condições hoje de negociar nada. No mundo inteiro a pressão é grande. Acho que o consumo de Prozac está aumentando, está todo mundo deprimido, e essa que é a realidade", disse Agnelli a jornalistas após proferir a palestra sobre o momento econômico brasileiro em evento sobre moda no Rio.

Na quarta-feira, a ArcelorMittal, principal cliente da Vale, anunciou que está cortando a produção, seguindo movimento de outras grandes siderúrgicas.

De acordo com Agnelli, o corte na maior siderúrgica do mundo foi "fortíssimo" e o momento é de conversar com os clientes, até para ajustar termos de contratos de fornecimento de longo prazo, se for necessário.

"Como eu vou querer que ele honre o contrato. A gente tem que entender o seguinte: tem um problema do lado de lá e eu quero conversar logo, logo, com o Lakshmi (presidente da ArcelorMittal) e ver no que a gente pode apoiar eles", declarou.

Devido ao momento do mercado, a Vale informou na semana passada que havia desistido do pedido de aumento de aproximadamente 12 por cento nos preços do minério para os clientes asiáticos.

RECUPERAÇÃO INCERTA

O presidente da Vale disse ser difícil avaliar quando a demanda poderá mostrar alguma recuperação.

"Eu hoje não sei. Eu pergunto para os meus clientes quando vai melhorar, eles não sabem. Quando o volume deve crescer, eles não sabem. O que é o preço (atual), eles não sabem", afirmou Agnelli, que descartou novas reduções de produção na Vale e também eventuais aquisições no momento, apesar de afirmar que a crise cria oportunidades.

"O que a gente tinha que fazer em relação a reajuste e acomodação de preço e volume, já foi feito. Dá para passar o ano com muita tranquilidade, fazendo resultado, gerando caixa. Graças a Deus no Brasil a gente está bem, comparado com os outros países do mundo", acrescentou.

Com a situação nos mercados em que atua, a Vale deverá registrar resultado financeiro não tão positivo nos últimos três meses do ano.

"O último trimestre, como eu já disse, vai ser mais fraco que o terceiro. O volume realmente está caindo. Estamos produzindo e estocando."

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