Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Para Agnelli, ainda é cedo para estimar efeito de na receita da Vale

RIO - A parada na produção de 30 milhões de toneladas anuais de minério de ferro que será levada a cabo pela Vale a partir de 1º de novembro certamente terá impacto na receita da companhia, mas a dimensão deste efeito ainda não é conhecida. De acordo com o presidente da companhia, Roger Agnelli, fatores como a variação cambial e o comportamento da demanda também podem influenciar a receita da mineradora.

Valor Online |

"Se há redução de produção, a receita cai. Mas qual o seu impacto no balanço? Não sei. Há a variação cambial e diversos outros fatores acontecendo simultaneamente. O que vai acontecer daqui para frente depende da volta da demanda", destacou Agnelli, que participou do prêmio Brasileiro Imortal, na sede da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro.

Para Agnelli, o período mais agudo da crise financeira internacional pode durar mais "três ou quatro meses", com o início da recuperação, que segundo ele será lenta, a partir do segundo trimestre do ano que vem. O executivo concordou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que creditou a crise à especulação.

"Quando o presidente Lula diz que teve um pouco de especulação, de jogatina, teve sim. Vários dos grandes gestores de recursos do mundo inteiro aplicaram um pouquinho em renda fixa, um pouquinho em ações, um pouquinho em derivativos e um pouquinho num negócio 'dá o que deu', risco puro", ressaltou Agnelli. "Esse dinheiro de risco puro, de 'dá o que deu', sumiu. Derivativo deixou muita gente machucada e vai reduzir muito", acrescentou.

Entre as unidades da Vale que terão a produção reduzida, Agnelli chamou a atenção para a Valesul, produtora de alumínio no Rio de Janeiro. Segundo ele, os atuais preços da energia e do alumínio trazem um problema de competitividade para a unidade. De acordo com fato relevante enviado hoje à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a produção da Valesul será limitada a 40% de sua capacidade nominal de 95 mil toneladas anuais, e mesmo assim devido à necessidade do cumprimento de obrigações contratuais.

"É seríssimo o problema da Valesul. Estamos avaliando o que fazer, porque com esse preço de alumínio a Valesul não é viável", explicou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG