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Para advogado dos pilotos, só há #145;hipóteses #146;

O criminalista Theo Dias, representante dos pilotos do Legacy Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, disse ontem que o relatório do Cenipa sobre as causas do acidente está fundado em hipóteses. Ela podem ser válidas para um relatório de investigação aeronáutica, voltado à prevenção de acidentes, mas não podem servir de respaldo para uma condenação criminal, argumentou.

Agência Estado |

O advogado diverge da Aeronáutica no que diz respeito à relevância do transponder na colisão.

"Não foi a perda do transponder e a conseqüente desativação do TCAS (sistema anticolisão, na sigla em inglês) que gerou o acidente. Tais fatos não teriam causado a colisão, se os controladores tivessem cumprido as normas de segurança", argumentou. A linha de defesa dos pilotos é reforçada pelo parecer emitido também ontem pela Agência Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB, na sigla em inglês). Na avaliação dos peritos americanos que acompanharam a investigação do Cenipa, a causa principal do acidente entre o Boeing e o Legacy recai sobre o sistema de controle do espaço aéreo brasileiro.

"Em decorrência de erros individuais e deficiências sistêmicas, o controle de tráfego aéreo permitiu que duas aeronaves voassem em direções opostas na mesma aerovia e altitude. Outros fatores foram indicados pelo NTSB como secundários", assinalou o criminalista. O advogado também rebateu a informação do Cenipa de que os pilotos tinham pouco experiência na condução de jatos dessa família. "Eles cumpriram todos os treinamentos exigidos pela FAA (autoridade aeronáutica dos Estados Unidos)".

Para Joel Weiss, advogado dos pilotos nos Estados Unidos, "o relatório da Cenipa esconde a real e óbvia causa desse trágico acidente". "Não é de surpreender que o relatório da Cenipa seja tendencioso, culpando injustamente os pilotos. Ele é um relatório feito por um braço militar brasileiro", concluiu. Procurado, o advogado dos controladores, Roberto Sobral, não retornou as ligações.

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