A Abiec criticou o Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre frigoríficos e Ministério Público Federal no Pará e afirmou que o resultado do compromisso foi o aumento da informalidade do setor. Segundo o diretor executivo da entidade, Otávio Cançado, das 120 mil fazendas que forneciam carne no Pará, só 15% têm o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e podem continuar vendendo.

A Abiec criticou o Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre frigoríficos e Ministério Público Federal no Pará e afirmou que o resultado do compromisso foi o aumento da informalidade do setor. Segundo o diretor executivo da entidade, Otávio Cançado, das 120 mil fazendas que forneciam carne no Pará, só 15% têm o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e podem continuar vendendo. "Isso estimula o aumento da exportação de boi em pé. Duvido que todos os bois vivos venham de áreas com CAR." O procurador Daniel Avelino, do Ministério Público Federal do Pará, discorda. Ele diz que a informalidade sempre existiu na pecuária. "Esse é um aspecto negativo que já havia antes de firmarmos o acordo. Mas antes nem o setor formal cumpria a lei." De acordo com Avelino, o setor de exportação de bois vivos também assinou o acordo. "Tanto o setor de bois vivos quanto o da carne têm a mesma restrição no Estado. O que acontece é que eles são concorrentes e há uma rixa." Entre 200 e 300 propriedades têm solicitado o CAR diariamente. O documento leva um dia para ficar pronto.

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