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Para a França, FMI precisa acabar com seus métodos imperialistas

SÃO PAULO - Diversos países possuem cicatrizes profundas pela atuação imperialista do Fundo Monetário Internacional nos pacotes passados de empréstimos e a instituição precisa melhorar as relações públicas, afirmou a França neste domingo. A ministra das Finanças francesa, Christine Lagarde, afirmou que existe um apoio generalizado para impulsionar os financiamentos para o FMI no encontro do G20, mas o concessor de empréstimos precisa mudar seus métodos.

Reuters |

"Eu acho que o FMI da velha escola deixou algumas cicatrizes e eu acho que há um verdadeiro trabalho de comunicação e talvez algumas mudanças de métodos", disse Lagarde para repórteres em São Paulo, durante encontro do G20.

"Alguns Estados, eu penso em um ou dois que nós vimos ontem nos encontros bilaterais, lembram que o FMI pode usar a sua atuação bastante ortodoxa e imperialista em análises econômicas e em prescrições condicionais que são demandadas aos países."

Lagarde encontrou no sábado com a delegação da Argentina, uma das maiores críticas do FMI.

As relações entre Argentina e FMI pioraram durante a crise financeira do país em 2001 e 2002. A Argentina reclama que as condições impostas pelo FMI em seus empréstimos foram parcialmente responsáveis pela crise.

O ex-presidente Néstor Krichner afirmou que não "não há qualquer possibilidade" de ele voltar a negociar com o FMI. Sua esposa, Cristina Fernandez, é a atual presidente do país.

Mas Lagarde afirmou que outros países também estão insatisfeitos com o desempenho passado do FMI.

"Eles (a Argentina) não são os únicos. Eles não odeiam o FMI. Eles possuem cicatrizes", disse ela.

"O FMI tem estado adormecido nos últimos anos pois não tem sido necessário", acrescentou Lagarde. "Este está se tornando necessário novamente pois diversos países têm pedido ajuda".

A França, que mantém a presidência rotativa da União Européia, que reforçar o FMI com novos recursos e novos poderes.

No último mês, o FMI aprovou um novo instrumento de empréstimos de curto prazo para economias emergentes que foram atingidas pela crise de crédito global, que fornece a elas dinheiro sem as amarras tradicionais das ajudas.

A Rússia também possui um forte rancor do FMI, que forneceu conselhos para muitas das reformas ao fraco mercado nos anos de 1990.

Uma autoridade sênior do Kremlim afirmou na sexta-feira que a Rússia pressionará para uma papel menos importante para o FMI na cúpula com os líderes do G20 em Washington em 15 de novembro.

(Reportagem de Anna Willard)

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