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Paquistão necessita de mais de US$ 4 bi para enfrentar crise econômica

Islamabad, 23 out (EFE).- O Governo paquistanês necessita de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões em 30 dias para estabilizar a situação econômica e enfrentar a crise que o país atravessa, afirmou hoje o conselheiro de Finanças do primeiro-ministro, Shaukat Tarin.

EFE |

Em entrevista coletiva concedida em Islamabad, Tarin disse que a forte diminuição da reserva de divisas paquistanesa gerou preocupação nos mercados, segundo o canal privado "Geo TV".

No início do mês, o Banco Central dispunha de aproximadamente US$ 8,14 bilhões em reservas de divisa estrangeira, a metade do que possuía no início do ano. Quantidade que, segundo os analistas, dá ao Paquistão uma margem de menos de dois meses para poder fazer frente às importações necessárias de petróleo e alimentos.

Tarin afirmou que a rúpia paquistanesa sofreu uma forte depreciação e que o primeiro passo adotado pelas autoridades econômicas do país é a injeção de 270 bilhões de rúpias (cerca de US$ 3,3 bilhões) no sistema financeiro.

O conselheiro disse que o Executivo elaborou, em pouco tempo, três planos de atuação com o objetivo de solucionar a escassez de liquidez.

Tarin também manifestou a esperança do Governo de que a situação melhore em novembro com as exportações de algodão, que contribuirão para aumentar as divisas. Ele destacou que a última opção do Executivo, que nos últimos dias estabeleceu contatos com os Governos de outros países para obter ajudas internacionais, era recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

O diretor-gerente do organismo, Dominique Strauss-Kahn, afirmou na quarta-feira, em comunicado, que o Paquistão lhe pediu ajudas para enfrentar a crise econômica e anunciou que em breve iniciará conversas com as autoridades para estudar o pedido.

As negociações acontecerão nos próximos dias, segundo Strauss-Kahn, que disse que o montante da ajuda "ainda tem que ser determinado". EFE igb/ab/plc

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