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SÃO PAULO - Apesar da queda das bolsas internacionais, o Ibovespa está conseguindo segurar os ganhos no pregão desta terça-feira, novamente influenciado pelo desempenho das ações da Petrobras. Próximo das 12h20, o Ibovespa, que já marcou 61.740 pontos na máxima do dia, subia 0,69%, aos 61.

602 pontos, com giro financeiro de R$ 1,781 bilhão. No mesmo horário, nos Estados Unidos, o índice Dow Jones subia 0,09%, enquanto o Nasdaq declinava em 0,94%. O S & P 500 tinha queda de apenas 0,01%. No cenário corporativo local, o destaque estava com os papéis da Petrobras, que operavam em alta desde a abertura do pregão. Há pouco, as ações PN subiam 0,98%, a R$ 29,81, com giro de R$ 201,4 milhões, enquanto os papéis ON da estatal se apreciavam em 1,20%, para R$ 34,40. O analista da Socopa, Marcelo Varejão, assinala que não há nada de novo para justificar uma alta no mercado externo e que o Ibovespa estaria acompanhando o desempenho internacional, caso as ações da Petrobras não estivessem contribuindo novamente. Para o mercado, a proximidade da votação do processo de capitalização da empresa no Senado é o que está sustentando a alta dos papéis nos últimos três pregões. O analista da SLW Corretora, Erick Scott Hood, ressalta que o movimento dos papéis é natural, tendo em vista o desconto verificado nas últimas semanas em relação aos pares do setor, ao Ibovespa e às ações da Vale. "Além disso, os fundamentos da companhia são bons, há um grande potencial de crescimento com o pré-sal e a proximidade das votações diminui as incertezas e o papel começa a reagir", comentou. A recomendação atual da SLW para os papéis da Petrobras é de manutenção, com preço-alvo de R$ 46,60 para as ações preferenciais. No cenário externo, o ambiente ganhou uma pressão negativa com o alerta dado pela Fitch Ratings ao Reino Unido. A agência de classificação de risco ressaltou que a região enfrenta um desafio fiscal "formidável" e que precisa reduzir o déficit orçamentário para manter a nota do país em "AAA". O alerta, inclusive, ofuscou as declarações feitas pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, que praticamente descartou uma nova recessão nos Estados Unidos. De volta ao cenário doméstico, os papéis ON da MMX lideravam os ganhos do Ibovespa no início desta tarde. Há pouco, as ações subiam 3,30%, a R$ 10,33, seguidas pelos papéis ON da Lojas Renner, com apreciação de 2,24%, a R$ 44,68, e pelos papéis PN da Vivo, com valorização de 2,04%, a R$ 49,36. No sentido oposto, as ações PN da NET figuravam entre as maiores baixas do índice, ao recuar 3,27%, a R$ 17,41, seguidas pelos papéis ON da Telemar, com desvalorização de 2,30%, a R$ 38,10, e por Telesp PN, com queda de 2,26%, a R$ 37,53. Matéria publicada hoje pelo Valor revelou que a Oi está aberta a negociar a entrada da Portugal Telecom (PT) em seu capital caso a companhia portuguesa aceite a oferta dos espanhóis e acabe vendendo sua participação na Vivo à Telefónica. Esse acordo, entretanto, está sujeito a uma participação recíproca da operadora brasileira no capital da PT e se restringe a uma parcela minoritária, fora do bloco de controle. Ainda no mercado brasileiro, o fluxo estrangeiro na Bovespa ficou negativo em R$ 142,6 milhões na primeira semana de junho, resultado de compras no valor de R$ 4,8 bilhões e de vendas de R$ 4,943 bilhões. O resultado ajuda a explicar a queda de 2,17% apurada pelo Ibovespa entre os dias 1 e 4 deste mês. No ano, o resultado da atuação do investidor internacional na bolsa brasileira está negativo em R$ 2,933 bilhões. (Beatriz Cutait | Valor)

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