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Papai Noel aperta o cinto na Europa

Os europeus vão apertar os cintos para as festas de fim de ano, prevendo oferecer presentes pouco caros e a um número menor de pessoas. Quanto aos prazeres da boa mesa, como pudins, tortas, peru e foie gras correm o risco de serem comprados em lojas de preços baixos.

AFP |

Os europeus pretendem reduzir em até 6% seus gastos de Natal (presentes, passeios e comida), após um aumento de 5% no ano passado, segundo pesquisa do gabinete Deloitte feita entre setembro e outubro em 18 países com 18.000 consumidores e publicada nesta quarta-feira.

Esta cautela está ligada à crise econômica, que derruba a confiança dos consumidores já em queda pela alta dos preços dos produtos alimentares e dos combustíveis no início do ano.

Para 60% dos europeus, a deterioração da economia vai continuar em 2009. Os franceses estão mais pessimistas sobre a situação financeira de suas famílias nos dozes próximos meses.

"Este vai ser um Natal difícil! Este ano todo mundo está mal na Europa ocidental", disse Gilles Goldenberg, responsável pelo estudo.

Ano passado, os irlandeses, os britânicos e os espanhóis, em particular, explodiram seus gastos de fim de ano, motivados pelo êxito da economia de seus países.

Este ano, os irlandeses, os mais generosos na Europa nas festas de fim de ano, prevêem reduzir seus gastos, uma situação inédita para este país com forte tradição natalina. Eles esperam oferecer, mesmo assim, 668 euros em presentes (7% a menos em relação ao ano passado), abastecer a mesa com 422 euros -alimentos e bebidas (2% a menos que no ano anterior) - enquanto as diversões devem ficar com 264 euros (-5,3%). No total, eles vão gastar 100 euros a menos do que em 2007.

Os alemães, os mais econômicos, vão gastar 401 euros (5% a menos que ano passado). Na França, onde nove pessoas em dez consideram que o país entrou em recessão, o orçamento vai cair 5%, para 527 euros.

Com isso, um terço dos presentes devem ser comprados nos períodos de liquidações. Os europeus prevêem também passar mais tempo comparando preços, principalmente pesquisando na internet.

À mesa, segundo o estudo, os europeus devem encontrar este ano alimentos comprados em lojas de preços baixos e marcas mais baratas.

O tema do desenvolvimento duradouro já está ultrapassado, porque os consumidores estão menos dispostos a pagar mais caro por um produto fabricado em boas condições (ecológicas, biológicas, trabalho infantil...). "35% dos consumidores estão mais preocupados, agora, com o preço", destacou Deloitte.

"Como a crise atual será longa e profunda, estes comportamentos de consumo não devem ser mantidos somente no Natal e correm o risco de entrar o ano 2009", disse Goldenberg.

bow/lm/sd

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