O grupo Pão de Açúcar, um dos maiores varejistas do País, dono das marcas Extra, CompreBem e Assai, anunciou um crescimento de 21% nas vendas líquidas em 2008, na comparação com o ano anterior. A receita do grupo atingiu R$ 18,03 bilhões.

O lucro líquido do grupo no ano foi de R$ 298,6 milhões, um crescimento de 41,6%. "Atingimos as nossas expectativas de resultado e estamos com caixa e capital de giro para enfrentar a crise em 2009", disse o presidente do grupo, Cláudio Galeazzi.

O quarto trimestre do ano passado também foi de expansão nas vendas, de 18,8%. Porém, a companhia obteve um lucro líquido menor no período. Segundo os executivos da empresa, a queda, de 9,2%, ocorreu por um ajuste do resultado, que no ano anterior teria sido inflado pelo recebimento de um crédito de imposto de renda, entre outros motivos.

A política de controle de despesas e redução de investimentos, reforçada no início do ano passado, "colocou à empresa à prova da crise", diz o vice-presidente administrativo e financeiro Enéas Cesar Pestana Neto. "Tivemos sorte de estarmos preparados muito mais cedo para a crise."
Para este ano, a empresa demonstra comedimento. Segundo Galeazzi, apesar de ter R$ 1,2 bilhão em caixa para investimentos, a aplicação dos recursos dependerá do mercado e da posição da companhia dentro dele. "Estamos com o pé no acelerador, mas para avançar dependemos do resultado dessa equação." Segundo o executivo, é pouco provável que os R$ 1,2 bilhão sejam totalmente utilizados este ano.

Em janeiro, a empresa anunciou a criação de um departamento para analisar possibilidades de compras. Pelo menos 15 negócios estariam na mira do grupo. Ontem, Galeazzi afirmou que não há negociações perto de serem concluídas. "Continuamos pesquisando." Sem aquisições à vista, o Pão de Açúcar pretende crescer este ano investindo em aumento de participação de mercado e infraestrutura. A rede de atacarejo Assai, voltada à baixa renda renda, também é prioridade.

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