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PÃO DE AÇÚCAR eleva lucro com corte de gastos

SÃO PAULO (Reuters) - O lucro líquido do Grupo Pão de Açúcar alcançou 82,5 milhões de reais no terceiro trimestre, um salto de 137,8 por cento em relação ao resultado do mesmo período de 2007. O resultado foi alcançado com aumento nas vendas e redução nas despesas, de acordo com o diretor financeiro e de relações com investidores, Enéas Pestana.

Reuters |

"Foi um crescimento bastante expressivo tanto pelo aumento no tráfego de clientes como pelo aumento de tíquete médio", disse Pestana, em teleconferência com jornalistas.

O grupo, segundo maior varejista do país, teve receita líquida de 4,4 bilhões de reais, cifra 26 por cento maior que a do mesmo trimestre do ano passado.

No conceito de mesmas lojas, as vendas líquidas do grupo cresceram 13,6 por cento, segundo o balanço divulgado nesta terça-feira, ou 2,1 por cento acima da inflação (crescimento real).

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda em inglês) foi de 357,2 milhões de reais, uma alta de 50 por cento frente ao terceiro trimestre de 2007.

"Foi o maior Ebitda que a empresa viu em toda a sua existência", ressaltou o executivo. Com isso, a margem Ebitda subiu 1,3 ponto percentual, para 8,1 por cento.

As despesas operacionais totais tiveram queda de 3,3 pontos percentuais na porcentagem da receita líquida. No terceiro trimestre, elas ficaram em 18,3 por cento da receita líquida.

Segundo Pestana, o esforço faz parte da estratégia de revisão de processos da atual gestão de Claúdio Galeazzi, iniciada em dezembro do ano passado. "O controle de gastos vai continuar", afirmou o executivo.

PARCELAMENTO COM JUROS

O resultado financeiro foi negativo em 81,5 milhões de reais, ante um resultado negativo de 53,7 milhões há um ano.

Segundo Pestana, isso se deve ao fato de que a companhia ainda não reduziu o percentual de pagamentos sem juros, mas deve fazê-lo nos três últimos meses do ano.

De acordo com o executivo, há sempre um mix de pagamentos e em cada produto o grupo decide por fazer com ou sem juros. "Vamos continuar agressivos, mas vamos puxar um pouco mais o parcelado com juros, onde trabalhamos com prazos maiores". Por isso, ele destacou que "não vai ficar ruim para o consumidor".

Ele também destacou que "todas as dívidas (do grupo) estão em reais, com custo bastante adequado" e que o grupo "tem política muito rigorosa quanto aos derivativos". Não é permitido, segundo ele, qualquer tipo de contrato de derivativo que possa trazer algum risco cambial à empresa.

O caixa no final de setembro era de 1,4 bilhão de reais.

(Por Taís Fuoco)

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