SÃO PAULO, 11 de maio (Reuters) - O Grupo Pão de Açúcar afirmou já ter chegado a um acordo quanto aos pontos relevantes da revisão do contrato de fusão firmado com a Casas Bahia em dezembro.

"O que está tomando tempo não são os pontos relevantes...já chegamos a um acordo... mas resolvemos mexer profundamente, não deixando pontos para a frente", disse o presidente do conselho de administração da companhia, Abílio Diniz, em teleconferência com analistas e investidores nesta terça-feira.

SÃO PAULO, 11 de maio (Reuters) - O Grupo Pão de Açúcar afirmou já ter chegado a um acordo quanto aos pontos relevantes da revisão do contrato de fusão firmado com a Casas Bahia em dezembro.

"O que está tomando tempo não são os pontos relevantes...já chegamos a um acordo... mas resolvemos mexer profundamente, não deixando pontos para a frente", disse o presidente do conselho de administração da companhia, Abílio Diniz, em teleconferência com analistas e investidores nesta terça-feira.

Diniz acrescentou que o processo de integração com a empresa da família Klein continua, mas "não com a velocidade que queríamos", se referindo ao pedido para revisão do contrato por parte da Casas Bahia. "Vamos recuperar o tempo perdido", assinalou.

"Chegaremos a um acordo sem divergências... no final das negociações, todos nós ficaremos satisfeitos com as soluções alcançadas", disse Diniz, sem prever quando a revisão será concluída.

VENDAS

Diniz ressaltou que o forte movimento de vendas apurado no primeiro trimestre, em decorrência da Páscoa nos primeiros dias de abril, deve se repetir no período em andamento. A data do feriado gerou uma antecipação de compras dos consumidores no final do trimestre passado.

"Fomos bem no início de maio e também em abril. As perspectivas são muito favoráveis", disse, acrescentando que espera "grandes vendas" impulsionadas pela Copa do Mundo.

O presidente-executivo do grupo, Enéas Pestana, reiterou que espera um crescimento de vendas mesmas lojas no patamar de dois dígitos até o final deste ano e descartou qualquer problema de falta de produtos em função do alto volume previsto. "Um dos nossos principais focos é garantir o abastecimento das lojas."

No início de março, Pestana estimou aumento de perto de 15 por cento nas vendas do grupo em 2010 no conceito mesmas lojas, que leva em conta unidades abertas há pelo menos um ano.

Segundo o executivo, o segmento de eletroeletrônicos deve ser um dos principais responsáveis pelo aumento das vendas do grupo no ano.

"As vendas de equipamentos de linha branca também mantêm tendência positiva, apesar do fim do IPI (Imposto sobre produtos Industrializados) reduzido, assim como móveis, que vêm tendo desempenho melhor que outras categorias", disse.

Na segunda-feira, o Pão de Açúcar reportou lucro consolidado de 126,2 milhões de reais de janeiro a março, ante 94,9 milhões de reais um ano antes. As vendas líquidas do grupo somaram 6,97 bilhões de reais no período, alta de 50 por cento sobre igual intervalo de 2009.

Apesar dos resultados favoráveis, a corretora Ativa informou, em relatório ao mercado, que mantém a recomendação neutra para as ações do Pão de Açúcar, "à medida que acreditamos que o papel deve continuar pressionado pelas incertezas acerca da renegociação do contrato de fusão com a Casas Bahia".

"Do ponto de vista de desempenho operacional, a companhia deve continuar se beneficiando de uma forte demanda por bens duráveis no país, além do crescimento da venda de alimentos", acrescenta a equipe da Ativa.

Os papéis da maior varejista do país exibiam alta de 1 por cento, às 12h31, enquanto o Ibovespa recuava 0,13 por cento no mesmo horário.

(Por Vivian Pereira)

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