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Uma pane no sistema causou, nesta terça-feira, atrasos significativos nos vôos domésticos americanos, sobretudo, para o norte e para o leste, mas sem pôr a segurança dos passageiros em risco, informou uma fonte da Aviação Civil americana.

"Não há problema de segurança", nem "qualquer problema de comunicação com os aviões", garantiu à imprensa a porta-voz da Administração Federal da Aviação (FAA) Diane Spitaliere.

"Estamos confiantes em que não se trata de um ataque terrorista", frisou.

"Identificamos o problema no computador, que originou a pane. Estamos em vias de restaurar o tráfego", declarou um pouco mais tarde aos jornalistas o chefe operacional do tráfego da Aviação Civil americana, Taylor Kowska.

A pane aconteceu pouco depois das 13h (14h de Brasília) e causou quase uma hora e meia de atraso, por mais de quatro horas, em vários aeroportos dos EUA, entre eles os de Atlanta, Nova York, Washington, Chicago e Charlotte.

O problema surgiu em um programa por meio do qual os pilotos indicam seu "plano de vôo" e que contém algumas informações, como lugar e hora de decolagem e chegada, principalmente. Sem uma coordenação por computador desses "planos de vôo", os aviões não podem decolar. Mesmo que o plano de vôo seja o mesmo todo dia, os pilotos devem registrá-lo novamente.

Sem ter como decolar, os aviões também tiveram dificuldade para aterrissar. "Se os aviões são mantidos no solo, eles criam um atraso nas chegadas, porque isso cria um congestionamento", explicou Diane Spitaliere.

A FAA falou em "65" vôos perturbados por essa pane, mas sem estabelecer um balanço definitivo. O órgão acrescentou que, embora panes no sistema já tenham ocorrido, essa era "diferente das anteriores", devido à amplitude de suas conseqüências, o que explica o tempo que os técnicos levaram para identificá-la.

lum/tt/LR