Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Países têm de ter ação própria e coerente contra crise, diz Meirelles

SÃO PAULO - A aplicação de pacotes e políticas contra a crise no mundo todo tem objetivos diferentes em cada país e deve ser coerente com a situação local. A avaliação foi feita nesta tarde pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Valor Online |

Segundo ele, os " remédios diferem " e " tem de haver uma aplicação adequada porque eles têm efeito colateral " .

Como exemplo, Meirelles mencionou o gasto dos Estados Unidos para injetar liquidez no sistema bancário, que resultará mais tarde numa dívida superior a US$ 1 trilhão, a ser gerenciada depois. Citou ainda o pacote chinês. Na avaliação dele, essa medida tem o objetivo de proteger o gigante asiático da queda das exportações por meio de aumento da demanda interna. " No Brasil, não há problema com consumo doméstico " .

O dirigente afirmou que outros países com problemas fiscais não podem atuar da mesma maneira, pois quebrariam. " Todos temos que trabalhar juntos e fazer política anticíclica, sim; política fiscal, sim; política de liquidez, sim, e cada um adotar uma política monetária, sim " , explicou.

Durante a apresentação de um seminário do grupo Lide, em São Paulo, Meirelles foi questionado pelo senador petista Aloizio Mercadante (SP) a respeito da política monetária e sobre quando o juro brasileiro irá cair.

O presidente do Banco Central se absteve de fazer projeções nesse sentido e voltou a afirmar que cada país adota uma política que considera adequada. Segundo ele, os EUA e a Inglaterra podem e devem cortar juros neste momento, pois as expectativas do mercado americano, por exemplo, já apontam para um cenário de deflação em 2009. " Por outro lado, a Hungria subiu os juros, porque lá há uma crise cambial. É mais sério " , citou.

Assim, Meirelles reforçou que a política monetária é " complexa " , que o BC tem vários modelos econométricos, que esses modelos sofrem ajustes e que há também um julgamento dos diretores da autoridade monetária para avaliar as condições de mercado. " Não há aqui indicação ou pré-anúncio de decisão. O que há é compromisso do BC de tomar a melhor decisão " , afirmou.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG