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Países ricos resistem a dar excedente do PAC a países pobres

Vários países da União Européia (UE) devem se opor à idéia da Comissão Européia de ajudar os países pobres com a soma de 1 bilhão de euros dos fundos não utilizados da Política Agrícola Comum (PAC), que eles preferem recuperar para seus orçamentos nacionais.

AFP |

Bruxelas adotou nesta sexta-feira uma proposta que prevê pegar 750 milhões de euros da PAC em 2008 e 250 milhões em 2009 para ajudar os países em desenvolvimento confrontados pela crise mundial de alimentos a aumentar sua produção agrícola, principalmente pelo financiamento de sementes e fertilizantes.

Os comissários da Agricultura, Mariann Fischer Boel, e do Desenvolvimento, Louis Michel, já revelaram todos os detalhes dos projetos nessas duas últimas semanas, gerando críticas de certos Estados-membros, com a Alemanha em primeiro lugar.

"Não demos nossa última palavra sobre o assunto", avisou a chanceler alemã, Angela Merkel em 8 de julho.

"Isto não deve se tornar regra, gastar a verba da agricultura para outros fins definidos pela Comissão", insistiu esta semana seu ministro da Agricultura, Horst Seehofer.

"O sistema europeu de navegação por satélite Galileu, que recebeu 1,6 bilhão de euros do excedente da PAC em 2007, foi uma exceção. Esta é a posição de todo governo alemão", acrescentou.

Em uma reunião quinta-feira em Bruxelas ministros do Orçamento da UE, "muitos Estados-membros demonstraram preocupação", acrescentou uma fonte européia.

"Num contexto de rigor orçamentário na Europa, muitos deles ficariam felizes de recuperar este dinheiro", acrescentou, citando a Alemanha, a Grã-Bretanha, A Dinamarca, a Áustria, a Suécia e a Holanda.

O excedente orçamentário europeu volta em geral aos orçamentos nacionais dos 27.

A presidência francesa da UE adotou por sua vez uma atitude de espera, sem dar seu apoio à Comissão.

"Vamos estudar de modo construtivo esta iniciativa muito ambiciosa, muito importante e nova da Comissão", declarou terça-feira o ministro da Agricultura, Michel Barnier.

Até os deputados europeus, que normalmente apóiam a Comissão contra as vontades dos ministros de reduzir os orçamentos quaisquer que sejam, fizeram ressalvas sobre esta proposta, e principalmente sobre a distribuição de um bilhão de euros unicamente por intermédio de agências humanitárias internacionais.

Apesar de tudo, Bruxelas espera obter um acordo dos 27 e do Parlamento europeu daqui o mês de novembro, para que este bilhão de euros, prometido durante o G8 pelo presidente da Comissão José Manuel Barroso, seja efetivamente disponível no início de 2009.

abd/lm

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