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Países emergentes pedem reforma do FMI e do G7

São Paulo, 7 nov (EFE).- Os países emergentes reivindicaram hoje uma reforma do Fundo Monetário Internacional (FMI) e de outros organismos econômicos multilaterais, assim como uma ampliação do G7 (grupo dos países mais ricos) para dar mais voz às nações em desenvolvimento.

EFE |

A proposta de estabelecer uma nova ordem econômica mundial foi uma das conclusões das reuniões de hoje em São Paulo entre os ministros das Finanças de Brasil, Rússia, Índia e China, conhecidos como os Bric, além de África do Sul e México.

"Concluímos que é preciso fazer uma reformulação do sistema financeiro internacional criado em Bretton Woods", disse o ministro da Fazenda Guido Mantega em referência ao FMI e ao Banco Mundial (BM), instituições que, segundo ele, "falharam porque não souberam prevenir" a atual crise financeira.

As propostas de hoje serão apresentadas aos demais países do G20, formado por nações emergentes e desenvolvidas, nos próximos dois dias, e também serão levadas perante a cúpula do mesmo grupo convocada para o dia 15 deste mês, em Washington, pelo presidente americano, George W. Bush.

"É necessário que se repense o sistema financeiro internacional e se reforme instituições onde os emergentes não têm voz ativa", destacou Mantega em coletiva de imprensa.

Segundo o ministro, o FMI e o BM são instituições dos anos 40 e sua composição e poder de veto não representam a realidade internacional, pois os países emergentes, que geram 75% do crescimento econômico mundial, têm uma participação "minoritária" nesses organismos.

Da mesma forma, reivindicaram uma ampliação do G7 que inclua as principais nações emergentes e um fortalecimento do próprio G20, que passaria de nível ministerial ao de chefes de Estado e de Governo.

"Ou o G7 muda e se transforma no G14 ou preferimos fortalecer o G20", disse o ministro. EFE joc/rr

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