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Países do leste europeu recorrem diretamente à Rússia em meio à crise do gás

Viena, 14 jan (EFE).- A Eslováquia, a Bulgária e a Romênia, países muito prejudicados pelo corte de fornecimento do gás russo, estão reforçando os contatos bilaterais com Moscou para conseguirem uma solução para o perigo de colapso energético, após o fracasso da mediação da UE para solucionar um conflito que já dura mais de uma semana.

EFE |

 

O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, já se reuniu nesta quarta-feira com sua colega ucraniana, Yulia Timoshenko, por cujo país circula a maior parte do gás russo e cuja disputa tarifária com Moscou provocou a interrupção do fornecimento.

Timoshenko rejeitou o pedido eslovaco de retomar o fornecimento de gás russo e explicou a Fico que seu país não tem gás suficiente para poder entregá-lo para outros, e que o requerimento deve se dirigir a Moscou.

"Os senhores assinaram um contrato com a Rússia e se eles fornecem gás, então nós garantirmos o trânsito", acrescentou a líder ucraniana.

Por outro lado, Fico transmitiu a sua colega que a Eslováquia está em uma situação catastrófica, com reservas de gás para apenas 11 dias, após os quais será necessário adotar medidas de segurança.

"Após 12 dias teremos que acelerar a tomada de medidas que nunca na história do país foram usadas", declarou o líder eslovaco.

O governo de Bratislava já anunciou que caso não se reabra o fornecimento de gás poderia inclusive decidir reativar o segundo bloco da central atômica V1 de Jaslovské Bohunice, apesar da suspensão nuclear firmada como condição para sua entrada na União Europeia.

Após sua visita a Kiev, Fico prosseguiu sua viagem para a capital russa, onde deve se reunir hoje com o primeiro-ministro russo Vladimir Putin e com o presidente Dmitri Medvedev.

A Bulgária também optou pelos contatos bilaterais após o descumprimento do acordo entre Kiev e Moscou firmado com a mediação de Bruxelas.

Desta forma, o primeiro-ministro búlgaro, Serguei Stanishev, tinha previsto visitar hoje a Rússia, para uma reunião estipulada durante uma conversa por telefone com seu homólogo russo, Vladimir Putin, informou o escritório de imprensa do governo búlgaro.

Depois da Rússia Stanishev visitará a Ucrânia, onde conversará com sua colega Yulia Timoshenko e com o presidente Viktor Yushchenko.

Já o presidente romeno, Traian Basescu, recebeu uma ligação de Putin para lhe informar da situação, informou o escritório de Presidência em Bucareste.

Impasse

Centenas de milhares de europeus vêm sendo afetados pelo corte de gás e ficaram sem aquecimento na Europa em um inverno rigoroso desde o dia 1º de janeiro. O impasse entre Rússia e Ucrânia sobre o preço do gás já dura alguns anos, mas se agravou no início de 2009.

A Rússia acusava a Ucrânia de roubar parte do gás enviado para a Europa e de dever dinheiro. A Ucrânia nega as acusações.

Cerca de 40% das importações de gás dos 27 países da União Europeia são fornecidos pela Rússia, sendo que 80% desse gás é transportado via Ucrânia. Os países do leste europeu estão entre os mais dependentes do gás russo e foram os mais prejudicados pela crise da última semana.

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