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Países do Golfo confiam em crescimento apesar da crise mundial

As monarquias petroleiras do Golfo apostam no crescimento, apesar da crise financeira mundial e da queda dos preços do cru, de acordo com nota divulgada, neste sábado, em uma reunião ministerial extraordinária, em Riad, a três semanas da cúpula do G-20, em Washington.

AFP |

Os ministros da Economia e os governadores dos bancos centrais dos seis membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) "reafirmaram sua confiança na estabilidade" do sistema financeiro regional, destacando sua "solvência", segundo a nota conjunta divulgada após o encontro.

Os participantes da reunião esperam que "as economias do Golfo continuem crescendo a um bom ritmo", mesmo que os preços da commodity, que responde pela maior parte da receita do CCG, continuem caindo.

Os ministros e governadores também se declararam satisfeitos com as medidas adotadas na região para enfrentar a crise e se mostraram dispostos a tomar outras, se for necessário, completou a nota.

Antes do começo da reunião, o secretário-geral do CCG, Abderrahman Al Attiya, explicou que seu objetivo era "reforçar a confiança nos mercados (financeiros) do Golfo", cujas perdas ultrapassaram os 200 bilhões de dólares, arrastados pela crise que se espalhou pelas principais Bolsas do mundo.

A Bolsa da Arábia Saudita, a mais importante do mundo árabe, terminou em baixa de 8,7% neste sábado, primeiro dia de uma nova semana de transações. A Bolsa de Riad, que atinge, com isso, seu nível mais baixo nos últimos quatro anos, já havia iniciado a sessão em queda de mais de 8%.

Essa queda "é injustificada (...), porque os mercados financeiros do CCG não estão vinculados, em princípio, com as razões reais da crise" mundial, avaliou Attiya no comunicado.

Os seis membros do CCG (Qatar, Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Omã) temem uma falta de liquidez no setor bancário e uma desaceleração do crescimento, que pode afetar os grandes projetos de infra-estrutura.

Seus governos não demoraram a reagir, injetando (ou prometendo fazê-lo) importantes volumes de dinheiro nos bancos. O Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu, porém, que coordenem suas respostas.

Com a queda de mais de 55% do preço do cru nos últimos quatro meses, essas monarquias petroleiras enfrentam, sobretudo, uma redução de sua receita, que depende em pelo menos 80% da commodity.

Na sexta-feira, o barril "light sweet crude" terminou em 64,15 dólares, em Nova York, uma queda de 3,69 dólares em relação ao fechamento anterior.

A ameaça de recessão pode provocar uma redução da demanda de petróleo, cujo preço alcançou um recorde de 147 dólares o barril, em julho passado.

"A baixa dos preços não afetará os gastos públicos, porque a maioria dos países (do CCG) dispõe de liquidez excedente, mas uma baixa continuada dos preços do petróleo por culpa da recessão terá impacto negativo na confiança dos investidores", advertiu o diretor do Departamento de Oriente Médio e de Ásia Central do FMI, Mohsin Khan, na semana passada.

As monarquias do Golfo estarão representadas, na cúpula do G-20, em Washington, pelo rei Abdullah, da Arábia Saudita.

O G-20 inclui os grandes países industrializados do G-8 (EUA, Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia), 11 países emergentes (Argentina, Brasil, México, China, Índia, Austrália, Indonésia, Arábia Saudita, África do Sul, Coréia do Sul e Turquia) e a União Européia, representada pelo país que exerce sua presidência semestral, atualmente nas mãos da França.

tm/tt

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