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Países da OMC alertam contra protecionismo na crise

O risco de um recrudescimento global do protecionismo está se agravando, embora as medidas adotadas por diversos governos para tentar frear a crise global por enquanto não tenham estimulado essa tendência, disseram os 153 países integrantes da Organização Mundial do Comércio na segunda-feira. Eles também concordaram em intensificar o monitoramento do impacto das medidas destinadas a conter importações ou estimular exportações, disse um diretor da OMC em entrevista coletiva.

Reuters |

"Embora haja uma avaliação de que por enquanto não parecemos atolados na lama, acho que todos esperam que as coisas piorem antes de melhorarem", disse Richard Eglin, diretor da divisão de revisão de políticas comerciais da OMC.

Antes, os países da OMC avaliaram o relatório de janeiro do diretor-geral Pascal Lamy, segundo quem os países em geral ignoraram um apelo feito em novembro pelo G20 (grupo de países desenvolvidos e emergentes) contra a elevação das barreiras comerciais.

"O relatório tem um padrão claro e inequívoco: o do protecionismo emergente", disse durante o encontro o embaixador brasileiro na OMC, Roberto Azevedo, lembrando que o texto de Lamy enfoca apenas o último trimestre de 2008, nos primórdios da crise.

Um relatório atualizado, previsto para meados de março, dará aos dirigentes do G20 mais subsídios a respeito das tendências protecionistas antes da sua cúpula de 2 de abril em Londres.

As barreiras comerciais destinadas a defender empregos podem agravar a recessão global se impedirem outros países de exportarem, como já aconteceu durante a Grande Depressão, na década de 1930.

Lamy disse que, embora a crise de 2009 possa afetar todos os membros da OMC, os países em desenvolvimento ficarão especialmente vulneráveis, porque seu crescimento depende muito do comércio exterior, cuja desaceleração é atualmente a principal pressão negativa sobre o crescimento global.

Em suas últimas estimativas, o FMI projeta que o comércio mundial sofrerá retração de 2,8 por cento neste ano, depois de registrar expansão de 7,2 por cento em 2007 e 4,1 por cento em 2008.

(Por Jonathan Lynn)

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