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Países da OCDE sofrerão com recessão severa e desemprego até 2010

A maioria dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) vai enfrentar uma recessão severa e prolongada, alguns até 2010, anunciou a organização nesta terça-feira, recomendando um coquetel de retomada orçamentária, redução das taxas de juros e injeções de liquidez na economia em seu relatório semestral sobre as perspectivas econômicas.

AFP |

"Para a maioria dos países da OCDE não há perspectivas de retomada antes do segundo semestre de 2010, o que significa que esta recessão será sem dúvida a mais severa desde o início dos anos 80", afirmou a OCDE.

"A crise financeira está longe de acabar", afirmou também a OCDE. "Os desequilíbrios financeiros devem durar até o fim de 2009", acrescentou.

O agravamento da situação do mercado imobiliário em inúmeros países não chegou ao fim, e as condições de crédito se tornaram mais rígidas.

A OCDE, que reúne essencialmente países ricos, deve registrar um crescimento de seu Produto Interno Bruto (PIB) de 1,4% em 2008 e depois uma recessão de 0,4% em 2009 (contra queda de 0,3% anunciada num relatório anterior, de duas semanas atrás) antes da retomada de 1,5% em 2010.

Nos EUA, o PIB deve aumentar 1,4% em 2008, cair 0,9% em 2009 e crescer 1,6% em 2010, com uma recuperação bastante lenta.

No Japão, o crescimento deve ser de 0,5% em 2008, queda de 0,1% no próximo ano e alta de 0,6% em 2010. "A deflação pode voltar em meados de 2009" no arquipélago, advertiu a OCDE.

Na zona euro, a atividade vai diminuir nos próximos seis meses sob efeito do endurecimento das condições financeiras, de um fraco aumento da renda, da queda do setor imobiliário e da queda das ações, afetando consumo e investimento.

A OCDE espera para a zona um crescimento de 1% este ano, contra 1,1% há quinze dias, e queda de 0,6% para 2009, contra baixa de 0,5% anunciada anteriormente, e alta de 1,2% em 2010.

A Alemanha, primeira economia da zona euro, sofrerá uma contração de 0,8% do PIB.

O desemprego deve aumentar com força e passar de 5,9% para o conjunto da OCDE em 2008 para 6,9% no próximo ano e 7,2% em 2010. A alta será particularmente marcada na zona euro com 8,6% em 2009 e 9% em 2010, mais fraca nos EUA (7,3% em 2009 e 7,5% em 2010) e contida em 4,4% no Japão em 2009 e em 2010.

O desemprego em seus trinta países membros afetará, no final de 2010, a 42 milhões de pessoas, oito milhões a mais que o número atual.

Entre os outros países da OCDE, o desaquecimento econômico será acentuado na Espanha, Itália, Hungria, Irlanda, Islândia, Luxemburgo, Reino Unido e Turquia. Quanto aos países emergentes, eles não serão poupados pela crise financeira e o desaquecimento.

Para sair do impasse, a OCDE recomenda reduzir ainda mais as taxas de juros, principalmente nos EUA e na Europa, assim como adotar políticas de retomadas alvos e temporárias em todos os países onde ainda existe uma margem de manobra orçamentária.

Os investimentos em infra-estrutura podem estimular "também a oferta e a demanda, mas até que eles sejam feitos levará tempo".

"As reduções de impostos e os pagamentos de transferência em benefício das famílias mais pobres podem se tornar mais eficazes", continuou o relatório que insiste sobre o fato de que será preciso reduzir rapidamente as medidas adotadas assim que a retomada começar para conter as pressões inflacionárias.

Os governos também devem estar prontos para reforçar, se necessário, as medidas de apoio ao setor financeiro, limitando-as a elementos sistêmicos.

Com a globalização crescente da economia, é indispensável que haja uma maior coordenação internacional para evitar as medidas que distorcem a concorrência ou transferem o problema para outros países.

Entre os raros pontos positivos, a OCDE indicou a forte queda dos preços do petróleo e das matérias-primas e a queda atual da inflação.

ved/jld/lm

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