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Países da Ásia unem forças e criam fundo para combater a crise

China, Japão e 11 nações asiáticas concordaram nesta sexta-feira, em Pequim, com a criação de um fundo de 80 bilhões de dólares para proteger suas moedas, em constante desvalorização devido à crise financeira mundial.

AFP |

Chineses e japoneses conseguiram chegar a um consenso com os sul-coreanos e os 10 membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), segundo um porta-voz do presidente sul-coreano, Lee Myung-Bak.

"O senhor Lee, os primeiros-ministros chinês, Wen Jiabao, e japonês, Taro Aso; e 10 dirigentes da Asean participaram de um café da manhã informal em Pequim e concordaram que é preciso reforçar a cooperação regional diante da crise financeira mundial", informou o porta-voz.

"Eles concordaram em acelerar a cooperação multilateral para criar um fundo de 80 bilhões de dólares até o final do primeiro semestre do próximo ano e estabelecer uma vigilância dos mercados financeiros regionais", indicou o porta-voz ainda em um comunicado.

As medidas estão destinadas a reforçar a cooperação regional frente à crise financeira mundial.

No entanto, nenhum outro país quis antecipar uma data de criação do fundo e a maioria dos dirigentes consultados defenderam a realização previamente de novas reuniões das nações "Asean +3".

Um grupo de trabalho preparará propostas concretas antes da realização de uma cúpula da Asean em dezembro, na Tailândia, segundo o comunicado do grupo regional.

O fundo será acessível para países cuja moeda se veja pressionada, como o recente caso do Vietnã, segundo os analistas.

Mas o secretário-geral da Asean, Surin Pitsuwan, considerou provável, em declarações ao Dow Jones Newswires, que a utilidade do fundo será ampliada para enfrentar a crise de liquidez.

Há uma década quando a crise financeira desatada na Tailândia se estendeu por toda a região, os países da zona adotaram um mecanissmo similar, chamado Iniciativa de Chiang Mai.

"Fazer reviver esta idéia agora se deve principalmente ao fato de que o contexto não é bom. É preciso criar confiança. É um sinal", afirmou Andy Xie, um economista independente baseado em Xangai.

Os países do leste da Ásia iniciaram em 2006 uma rodada de conversações para transformar a iniciativa de Chiang Mai em um fundo de reservas comum.

Em maio, alcançaram um acordo preliminar para estabelecer um fundo comum de câmbios num montante de 80 bilhões de dólares. Coréia do Sul, China e Japão devem proporcionar 80% desse total e os membros da Asean o resto.

Mas as divergências não se fizeram esperar. As três nações discutiram pela distribuição dos custos e a gestão do fundo, segundo um colaborador do presidente Lee citado pela agência sul-coreana Yonhap.

Em compensação, frente à atual crise, "os três países reduziram as divergências em Pequim, abrindo caminho para uma criação do novo fundo monetário asiático", afirmou este colaborador.

Xie, por sua parte, expressou dúvidas de que o fundo se materialize se os mercados consiguirem sair do fim do túnel nos próximos dias.

"Quando o mercado se estabilizar e a confiança melhorar, não estou certo de que estarão preparados para aplicar o acordo", disse o economista.

"O diabo está nos detalhes. As negociações vão demorar. Normalmente, na Ásia, um projeto assim morre pouco a pouco", previu.

sm-ph/cn/fp

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