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Países com nota máxima de crédito enfrentam riscos, diz Moody´s

SÃO PAULO - A classificação de risco dos países com nota máxima (Aaa) de crédito ainda se mantém, apesar dos problemas nas finanças públicas, concluiu estudo da agência Moody´s divulgado nesta segunda-feira. A distância desses países de um rebaixamento de nota, porém, diminuiu.

Valor Online |

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Os analistas acreditam que há riscos para a manutenção desse perfil de crédito e notam que essas nações enfrentam um "equilíbrio delicado" entre as ações para promover a recuperação econômica e os passos para a redução dos estímulos monetários.

No entanto, diz o estudo, a nota de triplo A de todos os países analisados permanece "bem posicionada" , apesar da redução da distância do rebaixamento e do aumento de riscos. O que garante isso é a relação entre o ritmo de pagamento de juros e a receita dos governos e também a capacidade de cada um de restaurar seu balanço após um choque. No estudo trimestral da Moody´s foram incluídos os maiores países com nota triplo A - Alemanha, França, Reino Unido e Estados Unidos - e alguns outros selecionados - Espanha, Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia.

Segundo a Moody´s, a recuperação econômica permanece frágil em vários países desenvolvidos, muitos dos quais implementaram políticas agressivas de expansão monetária e de gastos públicos. "Isso expõe os governos a um risco substancial na execução de suas estratégias de saída, o que poderia tornar seu perfil de crédito mais vulnerável", diz o vice-presidente sênior do grupo de Risco Soberano, Arnaud Mares. Estados Unidos e Grã-Bretanha apresentam o quadro mais complicado, dada a magnitude de suas ações para garantir a liquidez no sistema financeiro - compra de títulos, que significam pagamento de juros, e incentivos fiscais, que indicam redução de receitas.

O principal desafio agora é realizar ajustes fiscais que melhorem as contas públicas. "Um fator chave é se os governos querem e se têm condições de implementar esses ajustes sem precedentes", opinou o diretor do grupo de Risco Soberano da Moody´s, Pierre Cailleteau. "O crescimento econômico vai dar apoio aos planos de alguns países mais do que a outros, mas nenhum governo pode depender disso."

O "balanço delicado" que esses países enfrentam diz respeito à política de juros. Elevá-los cedo demais pode afetar a atividade econômica e a arrecadação de impostos. Fazê-lo muito tarde pode ser arriscado e afetar o mercado financeiro. "Nos atuais níveis elevados de endividamento, o aumento de juros poderia se somar rapidamente a uma equação de dívida já complicada, com possibilidade de consequências mais abruptas sobre o rating", diz Cailleteau.

Para os analistas da Moody´s, o comportamento dos governos quanto às suas finanças será fundamental para evitar os riscos de um adiamento nos ajustes fiscais. A agência avalia que a Espanha será o primeiro país com nota Aaa a tomar atitudes, já que se encontra sob pressão do mercado e deve ter de tomar medidas dolorosas. "Outros grandes países Aaa não estão livres de enfrentar a mesma pressão nos próximos meses", diz nota da agência.

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