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Países asiáticos em desenvolvimento crescerão apenas 5,8% em 2009

O crescimento das economias asiáticas em desenvolvimento cairá para 5,8% em 2009, e os governos regionais agora precisam estimular demanda interna para evitar uma queda mais profunda da atividade produtiva, afirmou nesta quinta-feira o Banco Asiático de Desenvolvimento (BAD).

AFP |

Em conseqüência da crise econômica mundial, o crescimento ficará em 6,9% este ano. Os investidores, nervosos, perderam interesse na região e o mercado de exportações foi duramente afetado por uma queda da demanda, apontou o BAD em um novo relatório.

A China, locomotora que nos últimos cinco anos puxou o brilhante desempenho econômico da região, crescerá 8,2% este ano, contra 9,5% em 2008, segundo o BAD, sediado nas Filipinas.

"Os países asiáticos em desenvolvimento, que inicialmente pareciam bem colocados para enfrentar a crise mundial, estão sob crescente pressão", indicou o BAD em um relatório especial que monitora a crise, divulgado em Hong Kong.

"Enquanto os investidores mundiais reduzem os ativos nos mercados emergentes (...), os títulos asiáticos e as condições de financiamento externas foram atingidas", acrescentou.

Segundo o documento, apesar da acumulação de reservas em moeda desde a crise financeira asiática de 1997, a contração mundial do crédito está colocando à prova a habilidade dos bancos para continuar emprestando dinheiro.

As economias que dependem das exportações estão particularmente vulneráveis.

"A demanda baixa para bens manufaturados em grandes países industriais significa menos pedidos de exportação da Ásia, com um impacto na produção industrial", indicou o relatório.

"O volume do comércio mundial está se desacelerando rapidamente, e se calcula que ele registre apenas uma pequena expansão em 2009, criando dificuldades para as economias regionais que dependem das exportações para o crescimento".

Os números do crescimento para a Ásia em desenvolvimento - uma enorme região que inclui 44 países da Ásia central e a Indonésia - foram revisados para baixo em relação às estimativas anteriores de 7,5% para 2008 e 7,2% para 2009.

Apesar do panorama sombrio, a Ásia está relativamente bem posicionada para evitar os piores efeitos da crise, mas os governos devem agir com rapidez e agressividade para incentivar a demanda interna e aumentar os gastos públicos, disse o banco.

"Estimular o consumo é muito importante, mas na situação atual será muito difícil aumentar o gasto dos consumidores", declarou à imprensa Lee Jong-Wha, diretor do departamento de Integração Econômica Regional do BAD.

"Por isso estamos dizendo (...) que os governos devem aumentar seu próprio consumo para impulsionar a demanda interna. Os governos podem ampliar os investimentos em infra-estrutura e construção civil, e esperamos que estimulem o investimento privado", concluiu.

O BAD também recomenda aos governos agir rapidamente contra uma nova contração do crédito na região, fornecer liquidez interna e externa suficiente e fortalecer a competição entre fronteiras.

gn/ap-lm

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