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País quer limitar têxteis chineses

Sofrendo um déficit comercial de US$ 1 bilhão no setor têxtil, o Brasil volta a negociar um acordo limitando as exportações chinesas ao País a partir de 2009. Há três anos, o governo fechou um entendimento com a China, estabelecendo limites para a expansão das vendas de Pequim no mercado brasileiro.

Agência Estado |

No entanto, o acordo chegará ao fim em dezembro deste ano e o governo já enviou uma primeira missão ao país asiático para alertar que Brasília vai buscar um novo acordo. Diplomatas que participaram da viagem, há poucos dias, revelaram que somente os chineses estão dispostos a dialogar. Mas que caberá ao Brasil apresentar nas próximas semanas um novo plano.

Apenas entre janeiro e agosto deste ano, o setor têxtil brasileiro somou um saldo negativo de US$ 1,11 bilhão. No total, foram importados durante o período US$ 2,57 bilhões em produtos, contra US$ 1,46 bilhão exportados. O resultado é o pior do setor desde 1990.

Para a China, as exportações ao mundo continuam crescendo, ainda que em um ritmo menor. No primeiro semestre deste ano, as vendas aumentaram em 7,9%, atingindo US$ 63,56 bilhões. A taxa de expansão é menor do que a registrada em 2007, quando o setor cresceu em 16%. A queda ocorre diante da desaceleração das economias da Europa e Estados Unidos.

Mas, no caso do Brasil, o mercado continua sendo atraente, principalmente diante das taxas de crescimento do consumo doméstico. No País, as importações de têxteis de todo o mundo aumentaram em 35% de janeiro a agosto deste ano, segundo dados da Associação Brasileira de Indústria Têxtil (Abit). Só no setor de tecidos a alta foi de 53%, contra 49% nas confecções.

Nesta semana, o governo brasileiro ainda negocia maior acesso aos mercados europeus para carne bovina, frango e açúcar. A negociação é parte da ampliação da União Européia para incluir a Bulgária e Romênia. Com a entrada desses dois países, o Brasil passou a sofrer novas barreiras para seus produtos nesses mercados. Bulgária e Romênia tinham tarifas mais baixas para o açúcar e as carnes e tiveram de aumentá-las para harmonizar com o resto da Europa.

O Brasil agora pede compensações. Quer uma cota de 700 mil toneladas de açúcar para a Europa e 75 mil toneladas para carne bovina. Os europeus oferecem cerca de 100 mil toneladas de cota para o açúcar e apenas 1 mil toneladas para a carne.

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