Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

País precisa de mais rigor no controle da poluição, defende ministro

BRASÍLIA - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta quinta-feira que o país precisa adotar critérios mais ¿rigorosos¿ para o controle da poluição provocada por termelétricas e siderúrgicas ou acabará importando o ¿lixo¿ vindo da Europa ¿ empresas que deixam o continente, onde as regras são mais duras, e vêm para o Brasil em busca de menor rigor na fiscalização.

Agência Brasil |

Queremos energia e siderúrgicas, mas com boa tecnologia. A partir de agora, todas as fontes com base fóssil, como o óleo, o carvão e o gás, vão ter um decreto de compensação energética ou de energia limpa e renovável, como a energia solar e a energia eólica, que ainda são muito pouco explorada entre nós, afirmou o ministro, em entrevista a emissoras de rádio no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) em Brasília.

Questionado sobre a concessão da licença ambiental prévia para a construção da Usina Nuclear Angra 3, concedida nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambinete e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Minc evitou comentários e lembrou que o governo praticamente já havia batido o martelo quando assumiu a pasta, há 58 dias.

Ele também não quis comentar se há, de fato, necessidade de se produzir energia nuclear no Brasil e avaliou apenas que o país possui uma matriz energética bastante diversificada.

A ex-ministra Marina Silva também era crítica do projeto, mas tocou a licença, que estava praticamente pronta quando eu cheguei. Colocamos 60 exigências, fortes e necessárias. Uma delas é a construção de um depósito definitivo para o lixo nuclear. Não é razoável que esse lixo, com uma vida de mais de 150 mil anos, fique em uma piscina azul dentro do reator, a 100 metros da praia. Vai ter que fazer um definitivo.

O ministro reforçou que a Eletronuclear precisará fazer um controle independente e um monitoramento autônomo de vazamentos e de possíveis acidentes nucleares em Angra 3. De acordo com Minc, não será ela quem vai dizer como está a radioatividade, mas uma outra empresa ou mesmo uma universidade contratadas para a fiscalização, como já ocorre em países como Espanha e França.

Leia tudo sobre: minc

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG