A decisão da Mitsubishi do Brasil de dobrar sua capacidade produtiva de 50 mil para 100 mil veículos ao ano, com a produção inicial de dois novos veículos, ocorre num momento em que o mercado brasileiro está em foco no mundo todo. Junto com a China e a Índia, é um dos poucos países a registrar crescimento contínuo de vendas.

Para este ano, a previsão é de um recorde de 3,4 milhões de unidades, quase 10% a mais do que 0 volume registrado em 2009, quando já havia crescido 11,4% na comparação com o ano anterior. Nesse período, a maioria dos mercados mundiais, incluindo Estados Unidos e vários países da Europa, viu suas vendas despencaram.

Quinto maior mercado mundial, o Brasil tem atraído investimentos de multinacionais que já têm subsidiárias, e daquelas que ainda não operam diretamente, caso da coreana Hyundai, que terá uma fábrica própria em Piracicaba (SP) a partir de 2011, um investimento de US$ 600 milhões. A marca já atua no País em parceria com o Grupo Caoa, do empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, numa operação similar à da Mitsubishi, com pagamento de royalties.

Outra asiática que reforça presença no mercado brasileiro é a Toyota, que está construindo uma segunda fábrica em Sorocaba (SP) para a produção de modelos compactos. A unidade de Indaiatuba (SP) seguirá com a linha do sedã Corolla. O valor do investimento da nova filial não foi divulgado, mas há expectativas de que fique entre US$ 700 milhões e US$ 1 bilhão.

Também já anunciaram investimentos a Volkswagen (R$ 6,2 bilhões de 2010 a 2015), Ford (R$ 4 bilhões de 2011 a 2015), General Motors (R$ 5 bilhões de 2008 a 2012), Fiat (R$ 5 bilhões de 2008 a 2010), Renault (R$ 1 bilhão de 2010 a 2013) e Mercedes-Benz (R$ 1,5 bilhão de 2010 a 2012).

Somente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que vai emprestar à indústria automobilística R$ 23 bilhões nos próximos três anos. Esse novo ciclo de investimentos deve ampliar a capacidade produtiva do Brasil em 1 milhão de veículos, o equivalente à produção total da Itália. Até 2015, as fábricas brasileiras estarão aptas a produzir 5 milhões de veículos ao ano, ante 4 milhões atualmente. Hoje, o País é o sexto maior produtor mundial de veículos.

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