Até o final de 2008 devem ser injetados na economia brasileira cerca de R$ 78 bilhões em conseqüência do pagamento do 13º salário.

Acordo Ortográfico  Este montante deve representar cerca de 2,7% do produto interno bruto (PIB) do país e inclui os trabalhadores do mercado formal, inclusive os empregados domésticos e beneficiários da  Previdência Social, aposentados e instituidores de pensão da União e dos Estados.

    Aproximadamente 68,2 milhões de brasileiros serão beneficiados. A estimativa é do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgada na manhã desta terça-feira.

    Pelos cálculos da instituição, os R$ 78 bilhões devem ser pagos a 68.263 mil pessoas. Para chegar a esses números, foram utilizados dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

    Também foram consideradas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a 2007, e informações do Ministério da Previdência e Assistência Social e da Secretaria Nacional do Tesouro (STN).

    No caso da Rais, o Dieese considerou todos os assalariados com carteira assinada, empregados no mercado formal, nos setores público (celetistas ou estatutários) e privado, que trabalhavam em dezembro de 2007 e o saldo do Caged do ano de 2008 (até setembro).

    Da PNAD, foi utilizado o contingente de empregados domésticos com registro em carteira. Foram considerados ainda os beneficiários ¿ aposentados e pensionistas ¿ que, em agosto de 2008, recebiam seus proventos do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e os aposentados e pensionistas da União e dos Estados em abril de 2008.

    Com relação aos valores, para a estimativa do montante a ser pago aos beneficiários do INSS, foi usado o total referente a setembro deste ano. Para os assalariados, o rendimento foi atualizado pela variação do INPC acumulado de janeiro de 2007 a setembro de 2008.

    Nesse cálculo, o Dieese não leva em conta os autônomos e  assalariados sem carteira que, eventualmente, recebem algum tipo de abono de fim de ano, nem os valores envolvidos nesses abonos, uma vez que esses dados são de difícil mensuração.

    Também não é considerado por este estudo o adiantamento da primeira parcela do 13º salário ao longo do ano. Neste caso estão os beneficiários do INSS, que receberam a primeira parcela em agosto, e os funcionários de muitas empresas que recebem parcialmente o pagamento do 13º no momento em que tiram férias, além dos que o recebem antecipadamente por definição, por exemplo, de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) ou Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), quando se trata de categoria profissional.

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