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Pagamento de R$ 3 bi pelo Votorantim vai compor funding do banco

BRASÍLIA - O acordo do Banco do Brasil (BB) com o Grupo Votorantim prevê que o pagamento inicial de R$ 3 bilhões para a Votorantim Finanças, atual controladora do Banco Votorantim (BV), ficará depositado no próprio BV por até 18 meses após o fechamento do negócio. Essa parcela servirá, portanto, como funding da instituição financeira e só poderá ser sacada aos poucos pelos acionistas, segundo informou o vice-presidente de Finanças do BB, Aldo Mendes.

Valor Online |

"Há uma regra de saída para esses R$ 3 bilhões, eles não sairão imediatamente", explicou o executivo do BB, em teleconferência com investidores.

"Esses R$ 3 bilhões ficarão depositados no próprio Votorantim, vão compor o funding do banco e poderão ser sacados em 6, 12 ou 18 meses, se os acionistas assim decidirem", continuou Mendes.

Ele lembrou que o valor global da operação será R$ 4,2 bilhões, sendo que R$ 1,2 bilhão serão liquidados em aporte adicional de capital com a emissão de ações. Desse montante adicional, R$ 840 milhões (20% do valor total de R$ 4,2 bilhões) ficarão retidos no BB por até quatro meses após o fechamento da operação, destinado ao abatimento de potenciais ajustes de preço. Ou seja, para o caso do banco estatal encontrar algum "rombo" não declarado até agora pelo Votorantim.

O vice-presidente de Finanças do BB explicou que também será aberta uma linha de crédito do Banco do Brasil para o Votorantim, fora do preço acertado, como reforço das fontes de financiamento do novo banco parceiro. Mas ele não deu o valor e nem as condições da linha, informando apenas que "os parâmetros serão conversados pelas partes".

Ele acrescentou que a parceria com o BB deverá reduzir custos e ampliar prazos de captação do Votorantim em mercado. Segundo executivos do banco privado, a instituição capta hoje a uma média de 103% do valor do CDI.

Questionado se o BB tem o objetivo de abocanhar os outros 50% do capital do Votorantim no futuro, Mendes respondeu: "A intenção é exatamente fazer uma joint venture, uma operação meio a meio e ainda não existe nada sobre aquisição futura do restante das ações."
(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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